James Cameron quer superar George Lucas

17 01 2010

Diretor de ‘Avatar’ pode reinventar o cinema, da técnica à narrativa, e matar sua obsessão por ‘Guerra nas Estrelas’

Quando assistiu a Guerra nas Estrelas, de George Lucas, em 1977, James Cameron ficou extasiado. Ainda assim, saiu da sessão certo de que faria melhor. Cameron era só um motorista de caminhão, apaixonado por ficção científica e cinema – principalmente o lado técnico da coisa. Determinado, fez um curta de 12 minutos chamado Xenogenesis. O filminho deveria servir como cartão de visita para que algum estúdio se animasse a bancar uma versão mais elaborada da batalha entre um robô alienígena e uma mulher com um exoesqueleto.

As coisas não saíram como esperado. Trinta e dois anos e muitos filmes depois (entre eles, Titanic, que segue como maior bilheteria da história), Cameron tenta com Avatar enfim desbancar Guerra nas Estrelas. Toda a tecnologia desenvolvida por ele, somada ao novo 3D digital, querem no fundo só fascinar e surpreender a plateia. O que, no fim das contas, é parte da própria essência do cinema, desde a sua criação, há mais de um século.

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Matéria de 20 de dezembro de 2009 por @brunogalo.

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‘Avatar’ aos poucos ganha forma e impressiona muito

17 01 2010

Link assiste a 15 minutos do misterioso filme em 3D de James Cameron

O hype em torno da superprodução 3D
Avatar (primeiro filme de James Cameron desde “Titanic”, de 1997) é, acredite, o maior já despertado por um longa de Hollywood – e a coisa só tende a aumentar até sua estreia em 18 de dezembro. Mas o filme, cercado de mistério, começou a se materializar na sexta-feira passada, 21, quando milhares de pessoas em 58 países, lotaram 444 salas, inclusive no Brasil, para assistir a cerca de 15 minutos de cenas finalizadas do filme 3D.

O suspense precedia qualquer divulgação sobre o filme: nenhuma imagem oficial ou trailer havia chegado ao público até o início da semana passada. Tudo começou no final do mês passado, quando durante a Comic-Con, maior convenção de cultura pop do mundo, Cameron fez a primeira – e festejada – exibição pública de cenas do longa. Nesta data, ele anunciou ainda que no dia 21 de agosto (sexta passada), milhares de pessoas ao redor do mundo poderiam assistir gratuitamente a cerca de 15 minutos de cenas finalizadas do filme, em cinemas Imax e 3D selecionados.

Na segunda-feira (17), o site oficial do filme (http://www.avatarmovie.com) saiu do ar devido à grande procura por ingressos para as tais sessões especiais. Já na quinta-feira (20), dia em que o primeiro trailer do filme chegou a rede, quem não aguentou foi o site da Apple, que fez até uma contagem regressiva para a disponibilização do vídeo (veja em bit.ly/3ZhANv).

Trailer assistido, foi a vez de invadir redes sociais, como o Twitter, onde o filme chegou ao segundo lugar no trending topics – e isso, só com um trailer -, e o Facebook, onde as pessoas compartilhavam suas primeiras impressões sobre o que viram.

O mais impressionante nesta história toda, entretanto, é que o filme não é baseado em nada, trata-se de uma história original criada pelo próprio Cameron. Assim, não possui um público fiel ao material original, como Senhor dos Anéis ou Harry Potter, o que garantiria o burburinho em torno do filme. A grande atração do projeto está na tecnologia desenvolvida por Cameron para o filme.

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Matéria de 24 de agosto de 2009 por @brunogalo.





O cinema contra-ataca

14 01 2010

3D, downloads pagos, HD, divulgação na web, Imax: o império reage

“Há muito, muito tempo atrás…” assistir a um filme era sinônimo de ir ao cinema. Hoje os tempos são outros, e os filmes estão onde você quiser.

Qualquer micro faz a gravação de um DVD, a internet permite o acesso gratuito e imediato – ainda que de forma ilegal – aos últimos lançamentos e os cinemas há anos perdem público. O modelo de negócios dos estúdios virou de ponta-cabeça e a força mudou de mãos: agora são os sedentos consumidores conectados que comandam.

Mas o império prepara a sua reação: mais de 20 filmes devem ser lançados em 3D apenas neste ano que começa. A famosa sala Imax – com sua tela 3D gigante, em que a imagem parece saltar em direção à plateia – deve chegar a São Paulo ainda neste mês.

Na prática o que se vê é o cinema lutando para oferecer ao público a certeza de uma experiência impossível de ser reproduzida em outro lugar. Claro que os estúdios não amoleceram a briga contra os piratas, mas já perceberam na rede uma possível aliada (começou a era dos downloads pagos).

Muita coisa mudou e ainda vai mudar! Mas onde tudo isso vai dar? O Link aponta o caminho em uma reportagem especial sobre o fim do cinema – como o conhecemos – e o futuro dos filmes na era digital.

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Matéria de 5 de janeiro de 2009 a quatro mãos: @brunogalo@lucpretti