Cadê o DVD que estava aqui?

16 01 2010

Hollywood e videolocadoras apostam na sobrevivência da mídia física, mas a distribuição digital já é uma realidade

Costuma-se medir o sucesso – e o fracasso – de um filme a partir da sua bilheteria nos cinemas. E apesar de todo o estardalhaço que envolve os seus lançamentos, é do discreto entretenimento doméstico (locadoras e varejo) que vem a maior parte do lucro de Hollywood.

Nos últimos anos, entretanto, esta valiosa fonte de renda, que em sua origem era vista com temor e receio pelos estúdios, começou a secar. Afinal, os tempos são outros. A internet permite o acesso imediato e gratuito – ainda que de forma ilegal – às novidades do cinema.

“Vivemos um momento de transição e precisamos ser mais atraente do que a pirataria”, afirma Daniel Topel, principal executivo da brasileira NetMovies, que oferece aluguel de DVDs e Blu-ray pela web e, não por acaso, acaba de lançar um serviço de streaming, como no pioneiro YouTube, só que de longas. “Não podemos cometer o mesmo erro da indústria da música. Não dá para ficar apenas brigando contra a rede”.

Os sinais evidentes do declínio do cinema em casa começaram a aparecer apenas recentemente. No Brasil, nos últimos três anos, o total de DVDs vendidos no País para locadoras caiu 45%. Já nos EUA, a renda do entretenimento doméstico patina há um bom tempo e caiu 22% só no último trimestre.

“Cada vez mais o público irá exigir a possibilidade de consumir filmes e outros produtos culturais da sua preferência, onde, quando e como quiserem”, disse ao Link o teórico norte-americano Henry Jenkins. “E se a indústria não atendê-lo, o pirata fatalmente fará esse papel”.

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Matéria de 31 de agosto de 2009 a seis mãos: @brunogalo@filipeserrano e @rafael_cabral





A ‘era iPod’ (2001-2009)

15 01 2010

Na medida em que serviços online permitem acessar conteúdos digitais sem que seja necessário fazer download, o aparelho que se tornou um dos ícones da primeira década do século ficou obsoleto

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Todos os caminhos levam à nuvem

Porque a indústria prefere o streaming ao download

Ter ou não ter? Eis a questão que o digital propõe

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Matéria publicada no caderno Link do Estadão de 6 de dezembro de 2009 feita a quatro mãos por: @brunogalo e @rafael_cabral





A primeira década da era digital

15 01 2010

‘Matrix’ e outros marcos de 1999, que apenas hoje podem ser plenamente compreendidos

Há exatos dez anos fomos desafiados com o seguinte dilema: continuar vivendo do mesmo jeito ou enxergar as coisas que começavam a emergir? Lançado em 31 de março de 1999, o filme Matrix não apenas mostrou a saga de autoconhecimento de um hacker em uma nova realidade como abriu os olhos de milhões de pessoas para a cibercultura – que até então despontava em nichos e hoje é onipresente.

Os carros não voam, os robôs ainda não pensam como nós e o espaço segue inabitado por humanos, mas o “futuro” já chegou e o ritmo das transformações é intenso o suficiente para que não nos surpreendamos com o teor de ficção científica em nosso dia a dia. Em 1999 a rede vivia um período de efervescência pré-bolha e além de Matrix uma série de marcos (veja nesta página e na L5) impulsionou a ainda embrionária cultura digital, revelando o poder da organização em rede e dando início a mudanças que só podem ser plenamente compreendidas hoje.

A eleição de Barack Obama, a produção de conteúdo colaborativo, a febre das redes sociais, equipamentos portáteis cada vez mais poderosos, a troca de arquivos P2P, filmes e programas de TV que se desdobram online como Lost, a revolução da computação em nuvem, a ascensão da internet móvel e a distribuição digital são eventos recentes que, de uma forma ou de outra, têm em sua gênese aquele ano no final do século passado.

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Matéria de 30 de março de 2009 a quatro mãos: @brunogalo e @jurocha