Busca-se uma nova forma de literatura

17 08 2010

A editora inglesa Penguin cria projeto que usa ferramentas da web, como o Google Maps, para contar histórias

Blogueiros que se tornam autores. Escritores famosos, como João Ubaldo Ribeiro ou Mario Prata, que se aventuram pela web – ambos já escreveram livros pela rede. Ou até mesmo projetos como o da 20ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, o Livro para Todos, são apenas alguns exemplos que mostram como a internet vem desempenhando um papel de destaque na revolução silenciosa que está criando novas formas de consumir e fazer literatura.

Porém, essas iniciativas acabam, em maior ou menor grau, sendo fiel ao modelo tradicional do livro de papel, que por sinal é o formato final desses trabalhos. Mas engana-se quem pensa que a literatura digital limita-se à criação ou reprodução de obras no formato papel.

Foi pensando em quebrar esse paradigma que a tradicional editora inglesa Penguin se uniu à empresa Six to Start, de games de realidade alternativa (ARG), para criar o We Tell Stories (wetellstories.co.uk). O projeto, que teve repercussão mundial, buscava recontar seis clássicos da literatura, entre eles As Mil e uma Noites, usando recursos digitais e da internet, como o Twitter e o Flickr, além de permitir ao leitor definir o rumo da trama, como, por exemplo, em Fairy Tales (conto de fadas).

“Queríamos criar algo inédito que usasse o máximo das possibilidades da internet e que não pudesse ser reproduzido no papel”, explica Jeremy Ettinghausen, editor de projetos digitais da editora.

A primeira história lançada, The 21 Steps (os 21 passos), por exemplo, é toda contada usando o Google Maps. Enquanto você acompanha a história de Rick, uma linha azul mostra os passos do personagem principal pelas ruas de Londres. “Escrever essa história, que foi pensada para ser lida online, foi um exercício fascinante”, conta o escritor escocês Charles Cumming, autor da adaptação de Os 39 Degraus, de John Buchan.

Ficou curioso? Vá até a página do projeto e descubra o por quê da última cena desse suspense online se passar no Rio de Janeiro. Todas as seis histórias – há uma sétima “escondida no site” envolvendo uma menina, chamada Alice, e um coelho – estão disponíveis gratuitamente, em inglês.

Para o jornalista e escritor Sergio Rodrigues, do blog Todo Prosa (www.todoprosa.com.br), o projeto “foi a iniciativa mais avançada na forma de misturar tantos recursos”. Rodrigues destaca entre as criações Your Place and Mine (o seu lugar e o meu). De autoria do casal Nicci Gerrard e Sean French, que trabalha em dupla e assina como Nicci French, o romance foi escrito ao vivo, durante cinco dias, uma hora por dia.

Em entrevista por e-mail, cinco dos autores do projeto disseram que iniciativas como o We Tell Stories não substituem a literatura tradicional e responderam à pergunta: o livro de papel vai morrer?

Entre as respostas: a mais pragmática foi a do inglês Toby Litt, de Slice (fatia). “O livro de papel sim. O livro, nunca.”

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Leia original aqui

Matéria publicada por @brunogalo no caderno Link do Estadão de 11 de agosto de 2008

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Editores temem disseminação da pirataria na web

17 08 2010

“O grande ponto negativo da internet, no que diz respeito aos livros, é a possibilidade de que pessoas utilizem a rede para praticar a pirataria, violando direitos autorais e desestimulando a criação intelectual e artística.” A afirmação do diretor-geral da editora Objetiva, Roberto Feith, resume a opinião do setor sobre a disponibilização de obras não autorizadas na rede mundial de computadores.

Em contrapartida, o presidente do projeto Creative Commons no Brasil e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ronaldo Lemos, aponta que “a pirataria é um termo que foi apropriado pela indústria do conteúdo, utilizado especialmente como forma de conseguir mais proteção sobre o seu modelo de negócios”.

Quem nos exemplifica essa outra posição é o escritor inglês Matt Mason, autor de ‘The Pirate’s Dilemma: How Youth Culture Reinvented Capitalism’ (o dilema dos piratas: como a cultura jovem reinventou o capitalismo). “Quando surgiu o fonógrafo, os músicos, que ganhavam dinheiro tocando ao vivo, o viram como uma espécie de pirataria”, afirma. “Eles achavam que perderiam o seu ganha-pão com essa nova tecnologia.”

O tempo mostrou que eles estavam errados. Quase 141 anos depois da invenção do fonógrafo por Thomas Edison, a venda de música gravada é de grande importância para as gravadoras, assim como as apresentações ao vivo para os cantores. O livro de Matt Mason, publicado pela Penguin, está disponível para download gratuito no site thepiratesdilemma.com.

Mas é possível então concorrer com a “pirataria”? “A única maneira de combatê-la é fazer um bom produto com um preço justo”, afirma o francês Patrick Osinski, diretor geral da Plugme, selo de audiobooks, que cita como um exemplo bem-sucedido a loja virtual da Apple, a iTunes Store.

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Matéria publicada por @brunogalo no caderno Link do Estadão de 11 de agosto de 2008





Novo tipo de leitor está em formação, diz estudo

17 08 2010

Segundo pesquisa, 7% dos leitores já baixam livros na web, para coordenador é uma nova tendência; autores famosos concordam e divergem

O livro de papel vai acabar? A pergunta parece meio velha, ou pelo menos um lugar-comum, mas, como começo de conversa, é meio inevitável. Já as respostas, embora tenham sido na maioria negativas, podem surpreender: “Se me contassem há dez anos tudo o que temos hoje, eu não acreditaria. É impossível prever o que o futuro nos reserva”, disse ao Link o escritor baiano João Ubaldo Ribeiro.

Já seu colega entre os imortais, o presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Cícero Sandroni, é bem mais cético em relação a eventuais novidades. “O livro de papel continua inabalável em sua força e difusão, em nada incomodado pelas novas tecnologias”, disse.

O escritor paquistanês Mohsin Hamid, que participou do projeto pioneiro de literatura na web We Tell Stories (leia mais na pág. L8), também defende o formato tradicional: “Ele é uma tecnologia perfeita. Barato, durável, fácil de usar e não precisa de bateria.”

Mesmo o blogueiro Alessandro Martins, do site Livros e Afins (www.alessandromartins.com.br), entusiasta dos e-books (livros eletrônicos), reconhece que o papel segue imbatível: “Ainda me parece ser a melhor forma de transportar e consumir literatura.”

UM NOVO TIPO DE LEITOR?
Mas o escritor Paulo Lins, autor de Cidade de Deus, lembra que vivemos em uma sociedade onde os hábitos e costumes estão em constante transformação. “As crianças se adaptam muito bem à tela do computador. Não me surpreenderia se, em breve, elas lessem livros inteiros no monitor”, observa.

Isso sem falar na possibilidade de consumir e-books em PDAs, celulares, videogames portáteis e, mais do que isso, em dispositivos específicos.

Embora a maioria das editoras brasileiras mais importantes não ofereça e-books, eles já começam a ganhar espaço. Atualmente, no Brasil, 7% das pessoas que costumam ler livros baixam obras gratuitamente da internet. O dado é da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, encomendada pelo Instituto Pró-Livro ao Ibope.

“Apesar de pequeno, esse percentual é surpreendente”, diz Galeno Amorin, diretor do Observatório do Livro e da Leitura e coordenador da pesquisa. “Está em formação um novo tipo de leitor”, analisa.

Leitores de gerações diferentes como Nelson Corrêa, de 49 anos, e Carlos Alberto Correa Filho, de 27 anos, concordam. “Costumo ler cerca de 15 livros por ano no Palm”, diz o primeiro. “Gosto da praticidade de carregar mais de um livro comigo e poder variar a leitura entre eles”, conta o segundo.

Lançado em novembro de 2004, o portal Domínio Público (www.dominiopublico.gov.br) oferece gratuitamente mais de 75 mil títulos, entre eles clássicos de Machado de Assis e William Shakespeare (em português). Apenas dele já foram baixadas mais de 8,5 milhões de obras. Dante Alighieri, com a Divina Comédia, é o campeão, com mais de 500 mil downloads.

E há sites que disponibilizam gratuitamente – e na maioria das vezes sem autorização – obras escritas recentemente. Entre eles, o Viciados em Livros (www.viciadosemlivros.com.br), que recebe cerca de 80 mil visitas por mês, e o Projeto Democratização da Leitura (www.portaldetonando.com.br).

Lancelot, codinome de um dos fundadores do Viciados em Livros, diz que os livros disponíveis no site são destinados a leitores com baixo poder aquisitivo ou pessoas com deficiência visual, que só conseguem ler livros no computador ou com a ajuda de softwares específicos. “Também oferecemos livros esgotados e obras que não foram traduzidas”, disse.

AUTOPIRATARIA
Enquanto a maioria dos autores critica esse tipo de iniciativa, o mais bem-sucedido entre eles, ao menos em termos de vendagem, vai na direção oposta. Paulo Coelho criou o Pirate Coelho (piratecoelho.wordpress.com), onde disponibiliza arquivos piratas, inclusive traduções de seus best-sellers globais. “Ali coloco todas as traduções de livros meus que encontro na web, facilitando o trabalho de pirateá-los”, explica.

Coelho acredita que a rede “é livre e anárquica” e diz ser ser inútil lutar contra ela. Segundo o autor, a disponibilização gratuita de livros na web não prejudica a venda: “Pelo contrário, é uma forma de divulgar o trabalho.” Para ele, as pessoas podem gostar e, então, decidirem comprar o original na livraria mais próxima.

Mas sua opinião não encontra eco entre a maioria dos autores e editores ouvidos pelo Link. Fernando Morais, por exemplo, que acaba de lançar justamente uma biografia sobre Coelho, a quem classifica de “cibernético”, afirmou: “Eu sou mineiro, sou mais prudente. O Paulo é carioca, é mais atirado. Não faria isso que ele fez sem ter certeza de que não afetaria a venda dos meus livros.”

“O que faz o Paulo Coelho é uma boa idéia, se você for o Paulo Coelho”, disse Luis Fernando Veríssimo.

Para o diretor-geral da editora Planeta, César González de Kehrig, o negócio editorial “vai existir sempre e vamos nos adaptar. O fim do livro de papel seria ruim para as gráficas, não para as editoras”. “Nossa função independe do suporte”, diz o presidente da editora Record, Sérgio Machado. Será?

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Leia original aqui

Matéria publicada por @brunogalo no caderno Link do Estadão de 11 de agosto de 2008





Será que o futuro do livro é multimídia?

16 01 2010

Às vésperas da Bienal do Livro, o Link entrevista editores, autores e leitores para saber como cada um deles veem a literatura na era digital

Cícero não abre mão do papel. Já Alessandro é um entusiasta dos e-books. Enquanto Carlos Alberto adora ler no PlayStation Portátil (PSP). E Nelson prefere seu Palm TX. Silvia, por sua vez, apaixonou-se pelo Kindle. E Laurentino gosta de “ouvir” um bom livro em seu iPod.

Todos têm em comum o amor pela literatura, mas cada um a consome por meio de uma tecnologia diferente. A mais antiga delas, o livro de papel, não dá sinais de esgotamento, como aconteceu com o CD. Mas, aos poucos, novas formas de ler e fazer literatura começam a ganhar força.

Apontada como incômoda por muitas pessoas, a leitura de livros em equipamentos eletrônicos não pensados para esse fim já é uma realidade. As pessoas lêem e-books no laptop, no Palm, no PSP e até no celular (o iPhone, por exemplo, possui um aplicativo para esse fim). Isso sem contar os audiobooks e os dispositivos específicos, os “e-books readers”, como o Kindle, da Amazon, e o Sony Reader.

“As pessoas se adaptam à mudança com uma velocidade muito grande. Enquanto o meio demora a percebê-la”, pondera José Alcides Ribeiro, professor do curso de Letras da Universidade de São Paulo (USP) e doutor em comunicação e semiótica. É uma revolução silenciosa. Mas que promete transformar o modelo de negócios das editoras. Aqui no Brasil elas parecem pouco se preocupar com essa nova realidade e afirmam que estão bem das pernas.

Aproveitando a 20ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começa na próxima quinta-feira, dia 14, no Anhembi, o Link foi conferir de perto como anda a relação entre literatura e tecnologia. Entrevistamos autores, editores, especialistas e pesquisadores, além, é claro, de pessoas que adoram ler.

E, por falar em Bienal, ela refletirá as possibilidades abertas pela web. Quem nos conta a novidade é Rosely Boschini, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), que organiza o megaevento. “Criamos para essa edição o Livro de Todos (www.livrodetodos.com.br), com o objetivo de aproximar os internautas, especialmente os jovens, da leitura e da escrita, além de desmistificar a idéia de que internet e livros não combinam”, conta.

O projeto de criação coletiva feito pela web foi acessado por 14 mil pessoas entre os dias 16 de maio e 16 de junho. O resultado final, que contou com a colaboração de 173 autores, pode ser lido no próprio site. A versão em papel será lançada durante a Bienal.

APRENDER COM O ERRO ALHEIO
“A indústria do livro não pode repetir o erro da indústria fonográfica”, afirma o jornalista e escritor Laurentino Gomes, autor do best-seller 1808, que narra de forma jornalística a chegada da família real portuguesa ao Rio de Janeiro, há 200 anos.

Mas, afinal, qual o erro a que Laurentino se refere? Em poucas palavras: subestimar a internet e as novas tecnologias. Nos últimos anos o mercado de música vem sendo obrigado a reinventar o seu modelo de negócio para sobreviver na era da música digital.

Para o diretor-geral da editora Ediouro, Luis Fernando Pedroso, ainda não é a hora de investir em e-books no País. E quando será o momento? “Esperamos estar atentos para identificá-lo”, diz. “Não acredito na leitura de livros tradicionais pelo computador ou celular”, afirma Pedroso, que prepara para a Bienal o lançamento de um novo selo de audiobooks.

Já o diretor-geral da editora Objetiva, Roberto Feith, afirma que “a venda de livros via download é uma possibilidade interessante, que no futuro não muito distante vai conquistar uma fatia do mercado”.

Enquanto, as editoras brasileiras estudam o melhor momento para entrar nesse filão, as gravadoras ainda hoje pagam o preço pela demora em abraçar o digital. Laurentino acredita que as editoras de livros estão de certa forma cometendo o mesmo erro. “Não é mais possível nos comunicarmos por uma única mídia, precisamos ser multimídia”, diz.

E como as editoras podem ser multimídias? Inúmeras são as possibilidades: de audiobooks e marketing na web a e-books e sites que complementam a experiência do leitor do livro de papel.

Um bom exemplo desse último caso é o site do livro Vale Tudo (www.objetiva.com.br/valetudo), sobre Tim Maia, do escritor e produtor musical Nelson Motta. Lá é possível ouvir, nas versões originais, todas as músicas citadas na biografia, vídeos e um álbum de fotos do cantor desde bebê. Tem também uma seção, Tim e Eu, onde as pessoas contam as suas experiências com o cantor. “O site dá vida e brilho ao trabalho”, diz Motta. “Com ele o livro se torna muito mais interessante, acaba sendo uma ‘obra aberta’, sem hora para terminar”, conclui.

Há ainda autores que interagem de forma inédita com o seu público como, por exemplo, Paulo Coelho. Ele afirma passar diariamente cerca de três horas online interagindo com os seus leitores, que chegam a lhe enviar mais de mil e-mails por dia. Leia na página L7 entrevista com o brasileiro que mais vende livros em todo o mundo.

Para o escritor Fernando Morais – autor de Olga, Chatô – O Rei do Brasil e O Mago, o último justamente uma biografia de Paulo Coelho – a principal vantagem da web é a interação com o público. “Antes o autor não tinha um feedback do leitor”, diz Morais (www.fernandomorais.com.br). “A internet aproximou as pessoas.”

ALÉM DO PAPEL
E, para fechar, confira a entrevista com o editor de projetos digitais da editora inglesa Penguim, Jeremy Ettinghausen, que se uniu à empresa Six to Start, de games de realidade alternativa (ARG), para criar o projeto We Tell Stories (wetellstories.co.uk).

A iniciativa, apontada por muitos sites e blogs como inovadora, busca recontar seis clássicos da literatura, entre eles As Mil e uma Noites, usando recursos digitais e da internet. O objetivo é ir além do formato tradicional do livro de papel.

No Japão, país pioneiro na popularização de novas tecnologias, uma das febres atuais é a literatura feita para celulares.

Interessado em saber mais sobre a interação entre tecnologia e literatura? O Link preparou uma reportagem especial sobre o assunto. Boa leitura.

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Matéria de 11 de agosto de 2008 por @brunogalo





Um novo capítulo na história do livro brasileiro

16 01 2010

Chegada do Kindle, o leitor de e-books da Amazon, ao País inaugura oficialmente a era digital para o nosso mercado, que já convive com a pirataria online, mas só lê livros eletrônicos na tela do computador. O novo aparelho irá mudar antigos hábitos de leitura ou o livro de papel terá uma sobrevida maior do que imaginamos?

Enfim, o Kindle chegou ao Brasil. E como seu nome parece insinua (algo como “por fogo”, em inglês), ele de fato acendeu as discussões em torno do futuro dos livros na era digital por aqui – e, a bem da verdade, em todo o mundo. Ninguém discute que o e-book veio para ficar, no entanto, essa é uma frágil certeza cercada por um mar de dúvidas.

A primeira não é nem de longe a mais importante: quando a versão eletrônica vai suplantar o bom e velho livro de papel? Uma pesquisa realizada pela organização da 61ª Feira do Livro de Frankfurt, a maior e mais importante do setor no mundo, entre jornalistas, escritores, editores e livreiros, revelou que 50% deles acredita que será em 2018. Não é de se surpreender essa divisão.

Leia mais aqui ou aqui.

Matéria de 2 de novembro de 2009 a seis mãos: @brunogalo@filipeserrano e @joauricchio