Depois da música, é a vez dos filmes e livros

30 08 2010

Até pouco tempo atrás, YouTube e Vimeo eram praticamente as únicas boas opções de conteúdo audiovisual na nuvem. No entanto, de um tempo para cá, o mercado norte-americano vem apostando na distribuição online de filmes, séries e programas de televisão.

Uma coalizão de estúdios (NBC, Fox, ABC e outros) criou o Hulu, que oferece gratuitamente toda a programação desse canais. Já a Netflix, a maior locadora dos Estados Unidos, lançou um bem-sucedido pacote ilimitado de filmes por streaming a US$ 9 – já adotado por 20% de seus clientes. Ambas as iniciativas trabalham em aplicativos para iPhone e iPod Touch, entre outros dispositivos móveis, e devem influenciar na transição dos aparelhos para a era da computação em nuvem.

Aqui no Brasil, não há nenhum serviço da dimensão dos citados, mas já dá para assistir a parte da programação da Fox no Mundo Fox e a uma boa quantidade de filmes e seriados pelo Terra TV. A locadora Netmovies também inaugurou o seu aluguel de filmes na web, mas o catálogo ainda é bem fraco.

Já o mercado de livros digitais, até então quase inexplorado e pouco atrativo para os leitores, foi aquecido pelo lançamento de dispositivos específicos para a leitura, como o Kindle, e deve ser bastante expandido como ambicioso projeto de digitalização do Google, o Google Books.

Filmes
Alguns serviços de download e streaming de filmes começam a surgir, ainda de forma modesta. Serviços de download têm dificuldade para decolar devido ao alto preço, ao espaço limitado de disco rígido do usuário para armazenar grandes arquivos e a dificuldade em se assistir aquele filme comprado ou alugado em diferentes dispositivos eletrônicos. Já o streaming, apesar de agradar aos usuários pela facilidade e comodidade, ainda é visto com desconfiança pelos estúdios, que não liberam os lançamentos para serem vistos nesse formato. Eles trabalham em uma solução intermediária.

Livros
É o mais atrasado entre os três. Apenas recentemente, com o surgimento do leitor de livros eletrônicos Kindle, da Amazon, e alguns outros e-readers, começou a fazer algum sentido pensar que, um dia, o livro de papel não será o principal suporte para a literatura. Ainda assim, o Kindle tem muito a evoluir, como, por exemplo, permitir o acesso à internet. Enquanto esse dia não chega, ou quem sabe o tablet da Apple venha a suprir essa oportunidade, a bibliteca da nuvem se restringe a pequenas amostras oferecidas por praticamente todas as editoras, além dos já tradicionais Scribd e Google Books.

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Matéria publicada no caderno Link do Estadão de 6 de dezembro de 2009 feita a quatro mãos por: @brunogalo@rafael_cabral





James Cameron quer superar George Lucas

17 01 2010

Diretor de ‘Avatar’ pode reinventar o cinema, da técnica à narrativa, e matar sua obsessão por ‘Guerra nas Estrelas’

Quando assistiu a Guerra nas Estrelas, de George Lucas, em 1977, James Cameron ficou extasiado. Ainda assim, saiu da sessão certo de que faria melhor. Cameron era só um motorista de caminhão, apaixonado por ficção científica e cinema – principalmente o lado técnico da coisa. Determinado, fez um curta de 12 minutos chamado Xenogenesis. O filminho deveria servir como cartão de visita para que algum estúdio se animasse a bancar uma versão mais elaborada da batalha entre um robô alienígena e uma mulher com um exoesqueleto.

As coisas não saíram como esperado. Trinta e dois anos e muitos filmes depois (entre eles, Titanic, que segue como maior bilheteria da história), Cameron tenta com Avatar enfim desbancar Guerra nas Estrelas. Toda a tecnologia desenvolvida por ele, somada ao novo 3D digital, querem no fundo só fascinar e surpreender a plateia. O que, no fim das contas, é parte da própria essência do cinema, desde a sua criação, há mais de um século.

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Matéria de 20 de dezembro de 2009 por @brunogalo.





Transmídia, ‘Avatar’ é marco zero do novo 3D

17 01 2010

Trailer ampliado do filme, que teve uma prévia mostrada na Comic Con, terá exibição gratuita nos cinemas de todo o mundo no dia 21 de agosto

Se os filmes 3D voltaram com tudo neste ano é graças, em grande parte, a James Cameron. O diretor canadense, de filmes como Titanic (maior sucesso da história do cinema) e O Exterminador do Futuro, passou boa parte da última década trabalhando no desenvolvimento e na divulgação desta tecnologia.

E não foram poucos os arregimentados por Cameron, como prova a grande quantidade de filmes previstos no formato. Não por acaso, durante a Comic Con, maior convenção de cultura pop do mundo, quase só deu filmes em 3D, com Avatar, de Cameron, como atração principal.

Apesar dos filmes já lançados em 3D neste ano, é sobre os ombros de Cameron que repousam as maiores expectativas. Cercada de mistério, a primeira – e festejada – exibição pública de cenas do longa aconteceu durante a convenção. O épico romântico futurista e interplanetário Avatar, em que Cameron vem trabalhando há mais de quatro anos, promete ser um divisor de águas não só para o 3D, mas para o próprio cinema.

“O resultado é uma experiência totalmente imersiva que não será exatamente como ver um filme, mas participar de uma jornada, sonhar com os olhos abertos”, garantiu Cameron em um discurso durante a E3, maior feira de games do mundo, em junho.

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Matéria de 3 de agosto de 2009 por @brunogalo.





‘Avatar’ aos poucos ganha forma e impressiona muito

17 01 2010

Link assiste a 15 minutos do misterioso filme em 3D de James Cameron

O hype em torno da superprodução 3D
Avatar (primeiro filme de James Cameron desde “Titanic”, de 1997) é, acredite, o maior já despertado por um longa de Hollywood – e a coisa só tende a aumentar até sua estreia em 18 de dezembro. Mas o filme, cercado de mistério, começou a se materializar na sexta-feira passada, 21, quando milhares de pessoas em 58 países, lotaram 444 salas, inclusive no Brasil, para assistir a cerca de 15 minutos de cenas finalizadas do filme 3D.

O suspense precedia qualquer divulgação sobre o filme: nenhuma imagem oficial ou trailer havia chegado ao público até o início da semana passada. Tudo começou no final do mês passado, quando durante a Comic-Con, maior convenção de cultura pop do mundo, Cameron fez a primeira – e festejada – exibição pública de cenas do longa. Nesta data, ele anunciou ainda que no dia 21 de agosto (sexta passada), milhares de pessoas ao redor do mundo poderiam assistir gratuitamente a cerca de 15 minutos de cenas finalizadas do filme, em cinemas Imax e 3D selecionados.

Na segunda-feira (17), o site oficial do filme (http://www.avatarmovie.com) saiu do ar devido à grande procura por ingressos para as tais sessões especiais. Já na quinta-feira (20), dia em que o primeiro trailer do filme chegou a rede, quem não aguentou foi o site da Apple, que fez até uma contagem regressiva para a disponibilização do vídeo (veja em bit.ly/3ZhANv).

Trailer assistido, foi a vez de invadir redes sociais, como o Twitter, onde o filme chegou ao segundo lugar no trending topics – e isso, só com um trailer -, e o Facebook, onde as pessoas compartilhavam suas primeiras impressões sobre o que viram.

O mais impressionante nesta história toda, entretanto, é que o filme não é baseado em nada, trata-se de uma história original criada pelo próprio Cameron. Assim, não possui um público fiel ao material original, como Senhor dos Anéis ou Harry Potter, o que garantiria o burburinho em torno do filme. A grande atração do projeto está na tecnologia desenvolvida por Cameron para o filme.

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Matéria de 24 de agosto de 2009 por @brunogalo.





Cadê o DVD que estava aqui?

16 01 2010

Hollywood e videolocadoras apostam na sobrevivência da mídia física, mas a distribuição digital já é uma realidade

Costuma-se medir o sucesso – e o fracasso – de um filme a partir da sua bilheteria nos cinemas. E apesar de todo o estardalhaço que envolve os seus lançamentos, é do discreto entretenimento doméstico (locadoras e varejo) que vem a maior parte do lucro de Hollywood.

Nos últimos anos, entretanto, esta valiosa fonte de renda, que em sua origem era vista com temor e receio pelos estúdios, começou a secar. Afinal, os tempos são outros. A internet permite o acesso imediato e gratuito – ainda que de forma ilegal – às novidades do cinema.

“Vivemos um momento de transição e precisamos ser mais atraente do que a pirataria”, afirma Daniel Topel, principal executivo da brasileira NetMovies, que oferece aluguel de DVDs e Blu-ray pela web e, não por acaso, acaba de lançar um serviço de streaming, como no pioneiro YouTube, só que de longas. “Não podemos cometer o mesmo erro da indústria da música. Não dá para ficar apenas brigando contra a rede”.

Os sinais evidentes do declínio do cinema em casa começaram a aparecer apenas recentemente. No Brasil, nos últimos três anos, o total de DVDs vendidos no País para locadoras caiu 45%. Já nos EUA, a renda do entretenimento doméstico patina há um bom tempo e caiu 22% só no último trimestre.

“Cada vez mais o público irá exigir a possibilidade de consumir filmes e outros produtos culturais da sua preferência, onde, quando e como quiserem”, disse ao Link o teórico norte-americano Henry Jenkins. “E se a indústria não atendê-lo, o pirata fatalmente fará esse papel”.

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Matéria de 31 de agosto de 2009 a seis mãos: @brunogalo@filipeserrano e @rafael_cabral





O cinema contra-ataca

14 01 2010

3D, downloads pagos, HD, divulgação na web, Imax: o império reage

“Há muito, muito tempo atrás…” assistir a um filme era sinônimo de ir ao cinema. Hoje os tempos são outros, e os filmes estão onde você quiser.

Qualquer micro faz a gravação de um DVD, a internet permite o acesso gratuito e imediato – ainda que de forma ilegal – aos últimos lançamentos e os cinemas há anos perdem público. O modelo de negócios dos estúdios virou de ponta-cabeça e a força mudou de mãos: agora são os sedentos consumidores conectados que comandam.

Mas o império prepara a sua reação: mais de 20 filmes devem ser lançados em 3D apenas neste ano que começa. A famosa sala Imax – com sua tela 3D gigante, em que a imagem parece saltar em direção à plateia – deve chegar a São Paulo ainda neste mês.

Na prática o que se vê é o cinema lutando para oferecer ao público a certeza de uma experiência impossível de ser reproduzida em outro lugar. Claro que os estúdios não amoleceram a briga contra os piratas, mas já perceberam na rede uma possível aliada (começou a era dos downloads pagos).

Muita coisa mudou e ainda vai mudar! Mas onde tudo isso vai dar? O Link aponta o caminho em uma reportagem especial sobre o fim do cinema – como o conhecemos – e o futuro dos filmes na era digital.

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Matéria de 5 de janeiro de 2009 a quatro mãos: @brunogalo@lucpretti