‘Compartilhar o que é seu é direito de todos’, diz Chorão do Charlie Brown Jr.

7 03 2013

Chorão é líder e vocalista da banda Charlie Brown Jr., que nasceu em 1992, em Santos. Aos 39 anos, ele está lançando o décimo CD do grupo: “Camisa 10 (Joga Bola Até na Chuva)”. Ele pode até estar querendo evitar se envolver em polêmicas, como demonstrou em recente entrevista ao Jornal da Tarde, mas suas opiniões fortes sobre compartilhamento e pirataria são bem interessantes. Em entrevista, por e-mail, Chorão afirmou: “Compartilhar o que é seu é direito de todos”. O resultado dessa conversa, você confere aí embaixo:

“Se (o nosso trabalho) foi afetado (pela internet), foi de maneira positiva. A web ajuda muito na divulgação e é um veículo de comunicação direto e democrático. Artistas novos e estabelecidos podem e devem se adequar a linguagem de comunicação e consumo de sua época”, pondera.

“Compartilhar o que é seu é direito de todos. A internet é apenas um veículo, pois em menos intensidade o vinil já virou um fita k7, que foi parar na mão de um amigo e por aí vai…”, observa.

E continua: “Pirataria é outra coisa. É você comercializar o que não lhe pertence. Quando deixa de ser apenas um modo de compartilhar arquivos, músicas etc. e vira um ‘business’ de pessoas alheias, os autores com certeza sofrem um dano moral e financeiro”.

“Mas ainda assim o CD pirata acaba levando o som da banda para aqueles que não têm condições de pagar o preço estabelecido para um disco e, definitivamente, quem compra CD pirata não são as mesmas pessoas que compartilham seus arquivos na internet”, conclui.

Esta entrevista é a sexta de uma série que o Link está publicando com alguns artistas e executivos das principais gravadoras sobre o presente e o futuro da música na era digital.

Leia original aqui.

Matéria publicada no site do Link do Estadão em 15 de outubro de 2009 por@brunogalo

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Brasil, o País das startups

21 09 2012

O cenário nunca esteve tão propício para quem quer montar uma startup no Brasil. Não é por acaso que jovens de todos os cantos do planeta, como o americano Alex Tabor, cofundador do Peixe Urbano, estão deixando seus países – e  a crise na Europa e EUA para trás – para empreender no dinâmico mercado brasileiro de tecnologia e internet

Por Bruno GALO

Brasil, a garagem é aquiPieter é holandês. Davis, Kimball e Alex são americanos. Já Olivier, Estelle e Thibaud, franceses. Enquanto Franco, Frank e Guido, argentinos. Daniel, por sua vez, é hondurenho. Por fim, os Malte (sim, são dois), bem como, Kai, Max e Florian são alemães. Em comum, todos escolheram o Brasil para empreender. Muitos deixaram sua terra natal – e promissores empregos – para criar negócios milionários na área de tecnologia e internet por aqui. Outros, embora ainda não vivam no Brasil, o escolheram como foco de suas empresas digitais. Novos modelos na área de comércio eletrônico, um mercado que se aproxima dos R$ 20 bilhões em receita no País e cresce à taxa de 40% ao ano, concentra a maior parte das atenções desses empreendedores. Mas há também negócios voltados para o segmento de mobilidade, redes sociais e serviços. Para ficar em alguns exemplos bem-sucedidos, há o site de compras coletivas Peixe Urbano, a loja online de moda Dafiti e a desenvolvedora de games para redes sociais Vostu. Esse é o capítulo mais recente e menos previsível de um novo boom de startups brasileiras. Algo que não se via, ao menos, desde o período anterior ao estouro da bolha pontocom nos EUA, em 2000. E com duas belas vantagens: dinheiro para novos negócios hoje não falta e o custo para começar uma startup é ínfimo se comparado com o de dez anos atrás. O movimento despontou no ano passado, atualmente ganha tração e pode transformar o País em um grande celeiro de companhias pontocom. Uma imensa garagem digital, uma espécie de Vale do Silício verde-amarelo.

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Retaguarda – Os empresários internacionais chegam ao País apoiados por fundos de investimentos poderosos

Há muito ainda a se fazer, é claro, mas a referência não é fortuita. Algumas das maiores empresas criadas no berço mundial das novas tecnologias na Califórnia, nos EUA, como a HP e a Apple, nasceram em pequenas garagens. Além disso, o investimento estrangeiro em empresas brasileiras cresce velozmente. Em 2009, os ativos sob gestão no País chegaram a US$ 36 bilhões. Em 2004, eram apenas US$ 6 bilhões. Já o montante destinado às empresas iniciantes (não apenas as de base tecnológica) chegou a US$ 2,5 bilhões, em 2009. Os dados são do Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital da FGV-EAESP. “O maior pesadelo de todo investidor não é perder o dinheiro investido em uma startup. É sim deixar passar uma grande oportunidade. Ser aquele cara que não viu o potencial de um novo negócio. E o Brasil é a bola da vez para os grandes fundos. Ninguém quer ficar de fora”, resume Patrick Kann, um dos nossos conterrâneos mais bem relacionados no Vale do Silício e que atua na incubadora de novas empresas Idealab. O fenômeno brasileiro não atrai apenas boa parte dos maiores investidores do mundo, mas também, jovens talentos de todos os cantos do planeta. Com boa formação e apetite pelo risco, elegeram o Brasil para montar seus negócios, gerando empregos e criando riquezas para eles e o nosso País. Eis outra semelhança com o Vale famoso. Gigantes como Google, Yahoo!, YouTube e Facebook, além da sensação do momento Instagram, foram cofundados por estrangeiros. Respectivamente, o russo Sergey Brin, o sul-coreano Jerry Yang, o alemão Jawed Karim e os brasileiros Eduardo Saverin e Mike Krieger.

A despeito da burocracia, do caos tributário e dos obstáculos estruturais, como falta de mão de obra qualificada, não faltam estrangeiros dispostos a repetir a história de sucesso desses empreendedores só que agora em solo brasileiro. DINHEIRO selecionou 12 exemplos e reuniu alguns deles em uma garagem em São Paulo na semana retrasada. Embora não houvesse ingleses no grupo, a pontualidade foi britânica. Já a descontração era típica dos brasileiros mesmo. Muitos já se conheciam e os veteranos, aqueles há mais tempo no Brasil, não perdiam uma chance de corrigir os que chegaram por último ao País e ainda “sambam” para falar português. Há quase três anos por aqui, o francês Olivier Grinda, de 26 anos, cofundador e CEO da Shoes4You, que vai vender sapatos para mulheres por meio de assinatura mensal a partir de outubro, zoava sempre que podia o colega alemão Kai Schoppen, de 31 anos, sócio e CEO do clube de compras Brandsclub, há pouco mais de um ano no País. “Mais grande não. Maior”, explicou Grinda a Schoppen, entre um clique e outro do fotógrafo.

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Apesar de francês, Grinda se formou na Universidade de Miami, nos Estados Unidos, e veio ao Brasil convidado por um investidor alemão para cofundar o Brandsclub, em 2009.  Ele conta que teve a ideia do novo negócio, a Shoes4You, a partir da observação dos hábitos de consumo das mulheres brasileiras, em especial da sua namorada. “Quando comprei meu apartamento aqui, achei o armário embutido no quarto muito, mas muito grande mesmo”, lembra. Já sua namorada teve outra impressão. “Onde vou guardar meu sapatos?”, perguntou, inconformada com a falta de espaço. O sucesso da Shoedazzle, que lançou o modelo de assinatura de sapatos, bolsas e acessórios femininos nos Estados Unidos, também serviu de inspiração. Por uma mensalidade de R$ 140, as consumidoras vão poder escolher um par dos sapatos disponíveis no site por mês. Todos os modelos serão criados pela equipe de estilistas e designers da Shoes4You e produzidos por fabricantes terceirizadas no Brasil. A usuária tem a opção ainda de pular uma mensalidade se não quiser um sapato naquele mês, ou guardar o valor pago para comprar um par no futuro. O negócio ainda dá os primeiros passos, mas Grinda sabe exatamente onde quer chegar. Primeiro, ele quer tornar seus produtos objeto de desejo entre as mulheres brasileiras. Em seguida, se expandir para além das nossas fronteiras e conquistar boa parte da América Latina. Sua meta mais ambiciosa, no entanto, é abrir o capital da sua empresa até o final de 2015. “Se a Arezzo fez seu IPO e captou mais de R$ 500 milhões, nós também podemos”, afirma. Para atingir seus objetivos, Grinda reuniu um time de investidores de peso, como a Accel Partners, que tem participações em empresas como Facebook e Groupon, a Redpoint Ventures, que investe na Netflix, e o espanhol IG Expansion, controladora do brasileiro Viajenet. “Rapidamente, o Brasil está se tornando um dos mercados mais importantes para as nossas empresas”, afirma Kevin Efrusy, sócio da Accel, que mantém mais de US$ 6 bilhões sob sua gestão.

Como Grinda, Kai veio trabalhar no Brasil convidado. No seu caso, pelo fundo europeu Trayas, um dos sócios do clube de compras, que tem como controlador o grupo de mídia sul-africano Naspers, o mesmo que comprou o comparador de preços Buscapé por US$ 342 milhões, em 2009. “Foi um desafio muito interessante. De onde venho, na Alemanha, o e-commerce já é bastante desenvolvido. Aqui, ainda há muito a se fazer”, observa. Atento, ele começou dois novos negócios dentro do grupo brasileiro. O primeiro, a Buybuy, uma plataforma que desenvolve e opera lojas virtuais de grandes marcas de moda no Brasil, como Iodice e Hang Loose. “No longo prazo acredito que a Buybuy pode responder por até 30% do nosso faturamento. Afinal, cada vez mais as grifes vão precisar vender online”, afirma. Sua outra cartada é a Netlet, uma outlet virtual com um acervo de mais de 15 mil peças masculinas e femininas de marcas famosas, como Diesel, Ellus e Reserva, com até 70% de desconto. O setor de vestuário é um dos que mais cresce atualmente no ecommerce brasileiro, praticamente dobrando de tamanho a cada ano. Surfando nessa onda, o Brandsclub deve fechar o ano com mais de 7 milhões de usuários e receita superior a R$ 250 milhões. Sério quando o assunto é negócios, Kai faz graça sobre a sua justificável dificuldade com o português.“O Romero (Rodrigues, brasileiro cofundador e CEO do Buscapé) me disse que o melhor jeito para eu aprender rápido o português é dando entrevistas”, conta.

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Já o americano Kimball Thomas, de 32 anos, cofundador da Baby, loja online especializada em produtos para bebês que também deve iniciar sua operaração em outubro, chegou a estudar português durante oito horas por dia, mas agora reduziu para “apenas” quatro. “Aconselharam ele a diminuir para não fundir o cérebro”, brinca o também americano Alex Tabor, de 31 anos, cofundador do site de compras coletivas Peixe Urbano, que mantém um ligeiro sotaque apesar de viver no Brasil há oito anos. Além da camaradagem entre seus sócios, a Baby e o Peixe Urbano compartilham dois fundos de investimentos, o americano Tiger Global Management, que tem participação na Zynga e na Netshoes, e o brasileiro Monashees Capital. A mais nova investida do fundo nacional, aliás, é a Oppa, loja online especializada em móveis, do alemão Max Reichel, de 29 anos, prevista para começar a operar em novembro. “O design deve ser para todos”, afirma Max, que há 15 meses no País ainda luta para se expressar em português. Aos 15 anos, ele deixou a Alemanha para concluir o segundo grau no Canadá, mais tarde cursou a faculdade de economia em Londres e Munique, e fez seu MBA na prestigiada Escola de Negócios de Harvard. Antes da OPPA, ele trabalhou no escritório paulistano da consultoria McKinsey, uma das maiores do mundo, em projetos na área de e-commerce, entre outros. A ideia de montar seu negócio surgiu depois de se espantar com os preços “absurdos” praticados por algumas lojas de móveis em São Paulo. Para incluí-lo na conversa, o papo durante a sessão de fotos rolou, a maior parte do tempo, em inglês. Falar português, no entanto, é uma prioridade para todos. Eles se esforçam, perguntam sobre pronúncias, significados e gramática. “Se você quiser empreender e ser bem sucedido aqui tem que falar português”, afirma o americano Davis Smith, de 33 anos, primo de Kimball e cofundador da Baby.

A gestação do negócio deles começou há alguns anos quando ouviram de um colega brasileiro que os produtos para bebês e crianças pequenas eram extremamente caros no Brasil. Além disso, o mercado era extremamente fragmentado e sem nenhum player destacado online. Kimball havia sentido na pele essa realidade durante uma viagem de férias ao Rio de Janeiro. Ele precisou visitar três lojas até encontrar a fralda no tamanho certo para o seu filho. A maior surpresa veio mesmo quando ficaram sabendo que havia gestantes brasileiras viajando até Miami para comprar berços, carrinhos e até todo o enxoval do seu futuro bebê. De acordo com dados do Banco Mundial, todos os anos nascem 3 milhões de bebês no Brasil. Some-se tudo isso, aos sucesso da Diaspers, que foi comprada pela Amazon este ano por US$ 545 milhões, Kimball e Davis decidiram que era hora de desbravar esse mercado no Brasil. E não chegam sozinho. Além da Monashees Capital e da Tiger Global Management, eles receberam aporte do super anjo americano Ron Conway, que já investiu no Google, Foursquare e PayPal, entre outros. Para seduzir profissionais qualificados, com passagens por Wal-Mart, Submarino, entre outros, eles oferecem sociedade. Uma prática comum no Vale. O francês Grinda, da Shoes4You, ainda está montando sua equipe, mas parece concordar e aposta que “para dar certo no Brasil é preciso se cercar de uma equipe formada por brasileiros, que conheçam as particularidades e a cultura do País”.

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Coincidência ou não, fato é que o mais bem-sucedido até agora entre os estrangeiros que estão invadindo a nossa praia é justamente o mais brasileiro deles e que há mais tempo vive por aqui. Do nada, o Peixe Urbano fundado por Tabor e mais dois amigos brasileiros, Emerson Andrade e Julio Vasconcelos, em março do ano passado, tornou-se uma das marcas mais conhecidas da web brasileira. O site já reúne mais de 13 milhões de usuários, vendeu cerca de 9 milhões de cupons, soma perto de 900 funcionários, espalhados por mais de 80 cidades no Brasil e em filiais na Argentina e México, e faturou estimados R$ 110 milhões, apenas no primeiro ano de vida. “O crescimento meteórico só foi possível graças às redes sociais e o compartilhamento das promoções pelos nossos usuários”, aponta Alex. O Peixe Urbano soma quase 800 mil fãs em sua página no Facebook. O sucesso instantâneo despertou a atenção dos fundos internacionais. O site já recebeu investimentos de gigantes, como a Benchmark Capital, que tem participações em empresas como eBay e Twitter, e fez o seu primeiro e até agora único investimento na América Latina através do Peixe Urbano, além da General Atlantic, que investe no Facebook e Mercado Livre. Outro que se tornou sócio da empreitada foi o apresentador Luciano Huck.

Nascido nos Estados Unidos, mas filho de mãe brasileira e pai americano, Alex veio ao Brasil pela primeira vez ainda criança. Por causa dos pais, na infância e adolescência, viveu em países como Paquistão, Indonésia e Índia, além dos EUA, onde se formou em ciências da computação pela University of Southern California. “O Brasil é o primeiro país que escolhi viver”, conta Alex, que no começo do Peixe Urbano, fazia às vezes de SAC do site. “Meu celular tocava o dia todo”, lembra. “Alguns usuários, acho que gravaram meu número, e me ligavam até alguns meses atrás”, sorri. Ossos do ofício de uma startup, que nasceu não em uma garagem, mas no apartamento dos próprios sócios. Tabor conheceu Vasconcelos em um voo entre o Rio de Janeiro e São Francisco, na Califórnia, há alguns anos. “Foi uma daquelas felizes coincidências do destino”, resume Julio, que por sua vez conheceu Emerson durante um MBA na Universidade de Stanford no coração do Vale do Silício. Atualmente, Alex comanda uma equipe de cerca de 50 pessoas, entre programadores, técnicos e desenvolvedores. Entre suas prioridades atuais, está a criação de aplicativos para iPhone e smartphones Android. Por meio desses apps, o usuário vai poder receber ofertas de acordo com a sua localização, por exemplo. Precursor das compras coletivas no País, o Peixe Urbano introduziu uma nova forma de consumo por aqui e, de quebra, ganhou mais de mil concorrentes.
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O maior deles, o americano Groupon, pioneiro mundial das compras coletivas, tem como sócio fundador e CEO da sua operação brasileira justamente um estrangeiro. O alemão Florian Otto, de 31 anos, “médico de formação e geek por paixão”. Ele veio ao Brasil pela primeira vez em 2004, como intercambista de medicina, viajou pelo País e trabalhou em um hospital em Salvador. Ficou fascinado. Nos anos que se seguiram, ele voltou algumas vezes para fazer trabalho comunitário em hospitais públicos. Em meados de 2008, foi contratado pela consultoria McKinsey, para atuar em projetos na área de saúde, entre outras. Finalmente, em 2010, convidado pela incubadora alemã de novos negócios digitais Rocket Internet, que havia montado em janeiro o clone alemão do Groupon, o CityDeal, ele fundou o Clube Urbano no Brasil, em junho. Um mês antes, o Groupon comprou o CityDeal. E tornou a Rocket dona de uma participação de cerca de 10% na empresa, avaliada hoje em US$ 20 bilhões. Por aqui, o Clube Urbano não tardou a ser rebatizado. “Sempre quis empreender”, conta Otto, que descreve como incrivelmente caótico, os primeiros meses da operação brasileira do líder mundial do segmento. Novos funcionários chegavam quase que diariamente para suprir a demanda crescente. “Viramos muitas noites trabalhando, mas foi um período muito rico”, resume. A operação brasileira soma hoje mais de 15 milhões de usuários cadastrados e 500 funcionários.

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O exemplo de Florian, que hoje já atua como investidor anjo em novas startups brasileira, ilustra bem a relação dos grandes fundos do mundo com o nosso País. “Não falta gente interessada em investir no Brasil, tampouco brasileiros dispostos a empreender. O que faltam são pessoas que os fundos conheçam e confiem por aí”, resume o brasileiro Amit Garg, investidor do fundo Norwest Venture Partners, que gerencia mais de US$ 3,7 bilhões, no Vale do Silício. Eis uma explicação para a vinda de tantos estrangeiros ao País, bem como de expatriados brasileiros que estão fazendo o caminho de volta, como Vasconcelos e Andrade, do Peixe Urbano. Quando um desses jovens bem formado surge disposto a empreender no Brasil e com uma boa ideia, ainda que freqüentemente decalcada de um case de sucesso internacional, os grandes fundos e investidores anjos raramente acabam por não apóia-los. Está é basicamente a história por trás de empresas, como a Baby, a Shoes4You, a Dafiti, a Vostu, além do Peixe Urbano, e o site de reservas em restaurantes, Restorando. E essa é uma notícia extremamente positiva. Historicamente, uma startup de internet no Brasil nascia da cabeça de um grupo jovem, desprovido de capital e com pouca experiência profissional, que precisava se virar para atrair investidores e viabilizar seu negócio. O que está ocorrendo agora é justamente uma evolução do nosso mercado. “Imitar modelos já testados em outros países faz parte do processo de amadurecimento da indústria digital no Brasil”, aponta a brasileira Bedy Yang, fundadora do Brazil Innovators, grupo criado para aproximar startups brasileiras e empreendedores estrangeiros, e que acaba de se unir ao super anjo Dave McClure, da 500 Startups, para investir no Brasil.

A explicação para o interesse crescente de fundos e empreendedores é fácil. A pujança da nossa economia, com a ascensão de uma nova classe média, a baixa competição online e a crise nas economias desenvolvidas, com mercados saturados ou estagnados, tornou o Brasil extremamente atraente para os investidores. Mas há ainda outros fatores, como o grande interesse dos brasileiros pelas redes sociais, a popularização da banda larga e dos smartphones. Já do lado dos empreendedores e suas famílias pesa ainda um outro quesito. “O Brasil tem hoje a melhor relação oportunidade versus qualidade de vida para um empreendedor em todo o mundo”, aponta Davis, da Baby. “Sem dúvida, dos países dos Brics, o Brasil é o mais receptivo para um estrangeiro”, aponta o holandês Pieter Lekkerkerk, de 36 anos, cofundador da corretora de seguros online Escolher Seguro, com foco no consumidor emergente, que pode fazer cotação online e receber a resposta de pelo menos cinco seguradoras diferentes em 24 horas. Ele trocou seu emprego na consultoria McKinsey (não perca as contas, já são três), para desbravar esse imenso mercado ainda bastante fragmentado e pouco explorado, e espera faturar R$ 3 milhões já no ano que vem.

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Já as pretensões da Dafiti são bem maiores. A empresa fundada em janeiro quer chegar ao final do ano como líder brasileira no comércio online de moda. Os investimentos liderados pela Rocket Internet superam R$ 35 milhões na startup, que já soma cerca de 300 funcionários. O grupo de fundadores formado pelo brasileiro Philipp Povel, o francês Thibaud Lecuyer e os alemães Malte Horeyseck e Malte Huffmann exibem currículos com passagens por escolas renomadas, como Harvard, e experiência profissional em bancos, como o JP Morgan, e consultorias da Europa. Povel e Huffmann sabem bem o caminho das pedras para ter sucesso neste mercado. Em 2009, eles fundaram a MyBrands na Alemanha. O site logo chamou atenção da Zalando, uma das maiores empresas do setor de moda online na Europa, que comprou a MyBrands no ano passado. Desde então, eles planejam montar um negócio similar no Brasil. O site que nasceu especializado em sapatos femininos, já atende homens e crianças, além de oferecer acessórios, bolsas e roupas. A oferta de lingerie, relógios e óculos também estão nos planos. Atualmente já são mais de 8500 produtos diferentes. E a meta é superar os 25 mil até o final do ano. Entre as marcas oferecidas estão Puma, Crocs, Calvin Klein, CNS, Biondini e Capodarte. Para seduzir os consumidores, a Dafiti oferece frete grátis, prazo de 30 dias para troca e devolução do dinheiro, caso o cliente não goste do modelo comprado. “Nesse tempo que estou no Brasil sinto que ainda há uma certa aversão em criar empresas entre os jovens. Acredito que as escolas e as universidades deveriam ensinar mais sobre empreendedorismo”, aponta Thibaud.

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Foi justamente na faculdade que o hondurenho Daniel Kafie, de 29 anos, decidiu empreender. E seu foco sempre foi o Brasil. Ele lembra que a ascensão dos países do Bric, em especial as oportunidades na web brasileira, era assunto recorrente em Harvard, onde ele viu nascer o Facebook. “Ainda tenho o e-mail que recebi de Mark (Zuckerberg, CEO da rede social). Fui um dos 100 primeiros usuários do Facebook e Eduardo (Saverin, brasileiro cofundador do site) é um bom amigo”, conta Kafie. A sua Vostu, hoje uma gigante do setor de games sociais, avaliada em US$ 300 milhões e 50 milhões de usuários ativos, passou por muitas mudanças até encontrar o seu caminho. “O Daniel sempre se mostrou capaz de se adaptar as mudanças, além de uma vontade incansável de fazer o negócio dar certo”, conta Ricardo Arantes, da Intel Capital, o primeiro fundo a investir na Vostu, no início de 2008. À época, a empresa cofundada por Daniel e mais dois sócios, um alemão e um americano, queria fazer frente ao Orkut. Não deu certo. Mais do que o modelo de negócios, o que chamou a atenção da Intel Capital era a qualidade do time de empreendedores. E quando eles decidiram desenvolver games sociais especialmente para o mercado brasileiro o sucesso foi imediato. Entre os jogos mais populares da Vostu estão o Mini Fazenda e o MegaCity. “Os jogos sociais tem potencial para se tornar um entretenimento de massa assim como a tevê é hoje”, afirma Kafie, que conta ser freqüentemente procurado por empresas e agências de publicidade interessadas em anunciar e fechar parcerias de conteúdo com a Vostu. Entre os fundos que investem hoje na Vostu, além da Intel Capital, há a Accel Partners e a Tiger Global Management. Os três sócios ganharam também a companhia de uma verdadeira legião de quase 600 funcionários, divido entre Argentina, Brasil e Nova York. O mercado de games sociais é um fenômeno global que deve movimentar perto de US$ 6,1 bilhões em 2011, segundo a ThinkEquity. No Brasil, a previsão da empresa Real Games é que o setor movimente cerca de US$ 220 milhões.

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Também de olho nesse mercado está a francesa Estelle Rinaudo, de xx anos. Cofudadora Museworld, misto de rede social educativa com mundo virtual, o site é voltado para meninas entre 6 e 14 anos. A proposta é similar a do Club Penguin comprado pela Disney em 2007, por US$ 700 milhões. A startup ainda dá os seus primeiros passos, mas Estelle aposta no Brasil para fazer o negócio crescer. “Estamos em busca de investidores. Se tudo der certo, o escritório brasileiro será a nossa sede”, conta Atualmente, Estelle, que fez intercâmbio na FGV e viveu no Brasil entre 2004 e 2006, prepara sua mudança para cá. O argentino Guido Kovalski, de 42 anos, por sua vez, vive no Brasil desde 1999 e atualmente mora em Florianópolis, com a família. “Sou praticamente um brasileiro, menos na Copa, que aí não tem jeito”, brinca. Empreendedor experiente, com passagens pela consultoria McKinsey (mais um!) e tendo estudo na Universidade de Berkeley, na Califórnia,  ele atualmente aposta no mercado móvel, com a criação de aplicativos na área de educação e livros. Com escritórios em São Paulo (recém aberto), Buenos Aires e Miami, e mais de 80 funcionários, Guido conta que a prioridade da empresa é o Brasil. Ele aposta na medida provisória que reduz o imposto sobre tablets e pode baratear o produto em até 36%, para que seu negócio deslanche por aqui. “Com os tablets chegando a menos de R$ 1 mil no Brasil, pode haver falta de conteúdo”, aponta. Entre os clientes da empresa estão a Barnes&Noble e a Saraiva. Já seus conterrâneos, do Restorando, precisam superar a falta de hábito do brasileiro de fazer reserva em restaurantes com bastante antecedência. Ainda assim, Frank Martin, de 27 anos, e Franco Silvetti, de 26 anos, chamaram a atenção de Niklas Zennström, cofundador do Skype, e CEO do fundo Atomico Ventures, que abriu um escritório em São Paulo no ano passado para investir no Brasil. “O Restorando foi criado para o mercado brasileiro, começamos na Argentina apenas para testarmos o modelo”, explica Franco. O serviço espera fechar o ano, com mais de 1600 restaurantes parceiros, entre Brasil,e Argentina. Atualmente, já é possível reservar um lugar em restaurantes de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, entre outros lugares.

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Como se vê exemplos de estrangeiros empreendendo no Brasil na área de tecnologia e internet não faltam. Os votos de DINHEIRO é que eles possam, quem sabe, servir de exemplo e inspiração para que mais jovens brasileiros sigam este caminho tão necessário. “O empreendedorismo sempre desempenhou um papel fundamental na expansão de nossa economia e na geração de novos empregos”, declarou o presidente americano Barack Obama, em janeiro deste ano, durante o lançamento do programa Startup America, que visa estimular a criação de novos negócios nos Estado Unidos. A iniciativa é uma das apostas de Obama para tirar seu país da crise. O momento brasileiro é totalmente diferente, como demonstra
esse novo capítulo da história da imigração no Brasil, mas a importância dos empreendedores para a saúde da nossa economia no futuro não. Para Davis, da Baby, o Brasil enfim parece caminhar para cumprir a velha promessa de ser o “país do futuro”. Ele conta que ainda criança ouviu de um amiguinho quando vivia no Equador a velha máxima. “Aquilo nunca saiu da minha cabeça”, garante Davis. “Hoje, tenho a impressão que os brasileiros acreditam que esse momento nunca esteve tão próximo”, afirma. Como a experiência no País de gente como Smith; Lecuyer, da Dafiti; Tabor, do Peixe Urbano; e Grinda, da Shoes4You; entre outros, demonstra, o Brasil entrou de vez na rota mundial das start-ups. E não há dúvida de que somos hoje um país de muitas oportunidades. Mas, para que nos tornemos de fato o “País do futuro”, ao menos, quando o assunto é tecnologia e internet ainda está faltando uma pitada de inovação.

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Versão completa de matéria escrita por @brunogalo, com @flaviagianini, e publicada em 05 de outubro de 2011 na revista ISTOÉ Dinheiro





Os 50 melhores aplicativos para iPhone e Android

19 08 2012

Seja para trabalhar, se organizar, se informar, se comunicar, se conectar, se exercitar, economizar, se divertir e (ufa!) até impressionar os amigos há sempre um bom app para te ajudar. E o melhor: são quase todos gratuitos

É uma briga de gigantes. De um lado está a Apple, a maior empresa de tecnologia do mundo em valor de mercado. Do outro, o Google, um colosso da internet mundial. Em disputa: o bilionário mercado de aplicativos para os celulares inteligentes, que deve movimentar cerca de US$ 9 bilhões em todo o mundo neste ano e mais de US$ 22 bilhões em 2014, de acordo com a consultoria americana Forrester Research. Na segunda-feira, 11, Tim Cook, CEO da Apple, anunciou que já foram feitos mais de 30 bilhões de downloads da loja de aplicativos da companhia, a App Store. Em maio, o Google divulgou que havia cruzado a marca de 15 bilhões de programas baixados na Google Play. Na App Store há mais de 650 mil opções para o usuário escolher. Na Google, mais de 500 mil opções. Em meio a essa avalanche de possibilidades, como escolher? Para ajudar você, preparamos uma lista com bons programas para o seu smartphone. E o melhor: são quase todos gratuitos.

Dúvidas, sugestões, indicações de outros aplicativos bacanas? Deixe o seu comentário.

Produtividade

1. Evernote – Guarda anotações, gravações e fotos com uma busca rápida e eficiente. É capaz de identificar letras nas imagens.
Donwload: iTunes Play

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Imagem do aplicativo Evernote

2. Dropbox – Faz backup de seus arquivos na nuvem e os sincroniza com outros dispositivos, tais como computador, tablet e outros smartphones.
Download: Play / iTunes

3. Quick Office – Uma suíte de aplicativos que emula as funcionalidades clássicas do Office, como Word, PowerPoint e Excel.
Download: Play / Indisponível no iTunes.
Finanças

4. CashTrails – Quantas vezes você já se perguntou o quanto gasta com gasolina, cafés ou almoços? Mantenha seus gastos e despesas sob controle.
Download: iTunes. Indisponível na Google Play.
Alternativa: Minhas despesas – Play / iTunes

5. BMFBovespa – Software oficial da Bolsa de Valores do Brasil, com cotações das ações, commodities e notícias relacionadas ao mundo das finanças.
Download: Play / iTunes

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Imagem do aplicativo BM&F Bovespa

6. Home banking – Os principais bancos do País contam com aplicativos para consultar o extrato e fazer transações simples de contas de pessoa jurídica ou física.
Download: Busque pelo nome do seu banco na Google Play ou iTunes. As principais instituições já contam com aplicativos oficiais.

7. Cadê Meu Banco – Busca onde estão as agências bancárias mais próximas.
Download: Play. Indisponível no iTunes.

Para economizar

8. Qual Operadora?
 – Revela qual é a operadora dos seus contatos. Chamadas entre linhas da mesma empresa são sempre mais baratas.
Download: Play / iTunes (pago)

9. Buscapé – Comparador de preços mais popular do Brasil tem um aplicativo rápido no gatilho.
Download: Play / iTunes

10. SaveMe – Agregador de sites de compra coletiva.
Download: Play / iTunes

11. Apontaofertas – O programa aproveita a febre das compras coletivas para mostrar uma seleção das melhores ofertas a partir da sua localização.
Download: Play iTunes

Comunicação

12. Skype – Popular serviço de VoIP da Microsoft que permite fazer ligações internacionais a baixo custo. Para telefones que tem Skype instalado, a ligação é gratuita. É também software de troca de mensagens instantâneas, embora nessa função ele deixe um pouco a desejar.
Download: Play / iTunes

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Imagem do aplicativo Skype

13. WhatsApp – Programa de mensagens instantâneas conhecido como “o matador do SMS”, o aplicativo identifica por meio do celular dos contatos quem também tem o WhatsApp instalado.
Download: Play / iTunes

14. Viber – Mistura de WhatsApp com Skype. Faz chamadas telefônicas e manda mensagens para outros telefones que também tenham o aplicativo instalado, mas não têm a capacidade de ligar para telefones fixos, como o Skype.
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Conectar

15. Facebook
 – Rede social que dispensa apresentações.
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Imagem do aplicativo do Facebook

16. Instagram – Aplicativo do Facebook no qual os usuários trocam fotos. Programa tem filtros automáticos para incrementar as imagens
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17. Linkedin – Especializada em contatos profissionais.
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18. Twitter – Enfocada em texto, o microblog funciona bem no celular por não consumir muitos dados.
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19. Kekanto – misto de rede social com guia formado por avaliações dos usuários. Indicado para descobrir restaurantes, bares, bancos e estabelecimentos locais que estejam na sua proximidade.
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20. Foursquare – Baseada em geolocalização, permite ao usuário dar “check-in” nos lugares. Com pegada de game, quem mais der check-in no mesmo estabelecimento vira o prefeito do lugar. Pequenas tarefas, como ir vários dias seguidos à acadêmica, dão medalhas aos usuários.
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Diversão
21. Angry Birds – Sucesso da produtora Rovio, nesse game o jogador deve arremessar pássaros contra porcos verdes. A descrição parece tola, mas é altamente viciante.
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Imagem do jogo Angry Birds

22.  Marvel Comics – Software para ler e comprar as histórias das aventurasde Homem-Aranha, Capitão América e companhia. Há amostras grátis e títulos gratuitos.

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23. Song Pop – Disputa ao estilo “qual é a música?” com amigos.
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24. Netmovies – Exibe filmes e séries por streaming, como se fosse uma locadora online. pagamento mensal.
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Alternativa: Netflix – Outra locadora, com outras opções de filmes e séries, mas que também exige pagamento mensal.
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Imagem do aplicativo Netflix

25. Tunein radio – Acesse mais de 50 mil estações de rádio ao redor do mundo. É possível dar pausa em faixas ao vivo e gravar seus programas favoritos.
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26. Rdio – Acesso instantâneo a mais de 15 milhões de músicas. Sincronize suas canções favoritas para ouvi-las mesmo quando estiver desconectado. Exige assinatura mensal.
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Informação

27. IMDB – Mais famoso repositório de dados sobre filmes.
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28. Kindle – Popular plataforma da Amazon, ele abre um bom número de arquivos de texto e ainda permite a compra de títulos da Amazon.
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Imagem do aplicativo do Kindle

29. IstoÉ Dinheiro – O aplicativo traz as reportagens da revista e também conteúdos extras.
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30. Flipboard – Apresenta de maneira organizada e bonita, tal qual uma revista, o conteúdo postado por amigos nas redes sociais e notícias da sua preferência.
Download: iTunes. Indisponível para Android.

31. Instapaper – Viu algo legal na web mas não vai conseguir ler na hora? O programa salva o conteúdo para ser consumido depois.
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Para impressionar

32. Soundhound – Derivado do antigo site Midomi, o Soundhound identifica as músicas que estão tocando no ambiente.
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33. Djay – Transforme seu smartphone em uma mesa de DJ com acesso às músicas baixadas, mixagem automática, controles avançados e interface simples.
Download: iTunes. Indisponível no Google Play, mas há alternativas, como o Droid DJ Lite.

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Imagem do aplicativo Djai

34. Delitape – Transforma seu player de música digital em uma espécie de Walkman, o saudoso toca-fitas analógico e portátil da Sony.
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35. Cinemagram – Dá movimento às fotos. O efeito lembra os quadros dos livros e filmes do bruxo Harry Potter e a interface, o Instagram.
Download: iTunes. Indisponível no Google Play.

36. Google Goggles – Aplicativo multitarefa que transforma a câmera do celular em um poderoso acessório capaz de ler QR Codes, abrir páginas web, traduzir, identificar obras de arte e mais.
Download: Play / iTunes (é um recurso integrado ao app do Google Search)

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Imagem do aplicativo Google Goggles

Bem-estar

37. Endomondo – Oferece uma avaliação do desempenho de corredores e ciclistas (profissional ou amador), propoem desafios e permite compartilhar informações com outros usuários
Download: Play / iTunes

38. Dieta e Saúde – Faz uma avaliação do seu peso e IMC. Oferece sugestões de dietas por pontos e banco de dados com informações nutricionais de diversos alimentos e pratos.
Download: Play iTunes

Utilitários

39. Lanterna – Transforma o flash da câmera do seu smartphone em uma laterna. Há várias opções nos dois sistemas.
Download: Busque por “lanterna” ou “flashlight” no iTunes ou Google Play.

40. Climatempo – Previsão do tempo. Simples assim.
Download: Play iTunes

41. Conversor de moeda – Suporte a moedas de 115 países, atualização automática ou manual das taxas de câmbio.
Download: iTunes. Indisponível para Android, mas há um similar na Google Play.

42. Google Tradutor – Famoso programa que faz tradução para mais de 60 idiomas. Para cerca de 15 linguas, há tradução de palavras e frases faladas pelos usuários.
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Imagem do aplicativo Google Tradutor

43. Dicionário de Português – Sempre bom ter um pai dos burros por perto.
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44. Find my… – Perdeu o celular? Localize-o. Mande uma mensagem, bloqueie-o ou apague todos os dados a partir do site oficial do aplicativo.
Download: Play iTunes

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Imagem do aplicativo TripAdvisor

45. Mapquest – GPS gratuito com instruções de trajeto em inglês. Não funciona offline.
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46. Onavo – criado por uma startup israelense, o programa reduz o consumo de dados do celular, ajudando você a economizar.
Download: Play iTunes

Viagem e turismo

47. Infraero – Guia com informações dos principais aeroportos brasileiros, inclusive status dos voos.
Download: Play / iTunes
Alternativa: FlightTrack – indicado para quem faz voos internacionais com frequência. Com informações de horários de voos e até mudanças de portão. Play / iTunes

48. Airbnb – Acomodações disponíveis para locação no mundo inteiro. São quase 200 mil espaços únicos (entre apartamentos, ilhas, castelos, iglus, barcos, cavernas, aviões e até quartos vagos em casas), em diversas faixas de preço e pelo tempo que o viajante quiser.
Download: Play / iTune

49. TripAdvisor – maior site de resenhas de viajantes do mundo, com mais de 60 milhões de comentários. Bom para buscar indicações de lugares onde se hospedar, comer e se divertir.
Download: Play / iTunes

50. Booking – São mais de 210 mil hotéis no mundo. Percorra as fotos dos lugares, leia as opiniões de outros hóspedes e faça a reserva sem taxas.
Download: Play iTunes

Guia produzido por @brunogalo e @joaovarella, publicado em 16 de junho de 2012 no site da revista ISTOÉ Dinheiro





Os novos frutos da maça (quer dizer, da Apple), um infográfico

29 06 2012

São poucos os mercados em que a competição é tão acirrada e a inovação tão frequente quanto o de tecnologia. Por isso, mesmo para a Apple, maior empresa do mundo em valor de mercado (US$ 534 bilhões, na terça-feira, 12), ficar parada é risco certo. Anualmente a companhia apresenta novidades principalmente na área de software durante o WWDC, evento voltado para desenvolvedores, que aconteceu semana passada em São Francisco. A conferência, a primeira desde a morte de Steve Jobs em outubro do ano passado, foi aberta pelo CEO Tim Cook. Destacamos o que de melhor rolou por lá no infográfico abaixo:

 

Infográfico com texto de @brunogalo, arte de Daniel Vincent, publicado em 15 de junho de 2012 na revista ISTOÉ Dinheiro





iPhone 5 (anos), um infográfico

29 06 2012

Em junho de 2007, o primeiro iPhone chegou às lojas dos Estados Unidos. E ele mudou tudo no mercado de tecnologia, telefonia e computação. Agora, cinco anos depois, o mundo espera ansioso pela próxima encarnação do celular da Apple. Relembre as principais inovações de cada um dos cinco aparelhos lançados até hoje e saiba o que esperar do novo modelo, que vem sendo chamado de iPhone 5:

Infográfico com texto de @brunogalo, arte de Daniel Vincent, publicado em 1 de junho de 2012 na revista ISTOÉ Dinheiro





O fenômeno Angry Birds, um infográfico

11 04 2012

Mais do que um jogo casual em que pássaros bravos lutam contra porcos malvados, Angry Birds se tornou um ícone cultural e uma marca bilionária. Por meio de publicidade, downloads dos aplicativos e licenciamento dos seus personagens, a desenvolvedora finlandesa Rovio criou uma máquina de fazer dinheiro que não para de crescer e se expandir. Recentemente, a franquia chegou até ao espaço, com Angry Birds Space. Conheça mais sobre essa nova febre dos games no infográfico abaixo:

Infográfico com texto de @brunogalo, arte de Daniel Vincent, publicado em 30 de março de 2012 na ISTOÉ Dinheiro





Airbnb e a revolução da economia do compartilhamento

9 04 2012

Conheça a start-up símbolo de um movimento bilionário, a economia do compartilhamento, que já atrai grandes investidores e empresas, como a Ford

Por Bruno Galo, de São Francisco

Quem entra no quartel-general da Airbnb, a mais recente – e improvável – start-up bilionária a surgir no Vale do Silício, logo se depara com uma espécie de cabana em formato de cogumelo. Famosas pelas inovações que produzem, as companhias na área da baía de São Francisco, região que abriga algumas das principais empresas da era digital, são conhecidas também pelas extravagâncias. A Apple, por exemplo, constrói atualmente seu novo campus, um imenso prédio em formato de nave espacial. Já o Google exibe um escorregador dentro de um dos edifícios de sua sede. Mesmo em meio a esse ambiente, o escritório da Airbnb, em Potrero Hill, bairro de São Francisco, se destaca.

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Os três amigos: (da esq. para a dir.) Nate Blecharczyk, Brian Chesky e Joe Gebbia, fundadores da Airbnb

A tal cabana em formato de cogumelo é só uma das salas de reunião da Airbnb que foram feitas à imagem e semelhança de acomodações que a empresa dispõe para serem alugadas ao redor do mundo. São quatro exemplos entre os quase 200 mil espaços únicos (entre apartamentos, ilhas, castelos, iglus, barcos, cavernas, aviões e até quartos vagos em casas), que a Airbnb oferece em diversas faixas de preço e pelo tempo que o viajante quiser. Se o negócio de alugar casas para férias existe há um bom tempo, a ideia de que as pessoas abriririam suas próprias residências para hóspedes, inclusive homens de negócios – e que esses viajantes iriam pagar e querer ficar nelas – foi a novidade introduzida pela Airbnb, fundada em 2008.

“Os investidores falavam que estávamos loucos e que ninguém iria topar fazer isso”, disse Brian Chesky, cofundador e CEO da Airbnb, em entrevista exclusiva à DINHEIRO. “Felizmente, eles estavam errados.” Foi um erro e tanto: depois de um começo difícil, a Airbnb está avaliada em US$ 1,3 bilhão. E pensar que há pouco mais de um ano e meio, Chesky e seus sócios Nate Blecharczyk e Joe Gebbia tocavam o negócio na sala de estar do apartamento que dividiam em São Francisco. Recentemente, a revista americana Fast Company a elegeu como uma das empresas mais inovadoras do mundo por “transformar quartos vagos nas casas das pessoas na rede de hotéis mais quente do mundo”.

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Ambiente informal: uma das salas de reunião da Airbnb

Meio sem querer, esses amigos fundaram a empresa símbolo de um movimento bilionário que vem ganhando força em todo o mundo, inclusive no Brasil, e atraindo grandes empresas, como Peugeot e Ford, chamado de “economia do compartilhamento”. A ideia central aqui é a de uma nova forma de consumo em que o acesso a produtos e serviços supera a posse deles, sem as preocupações ligadas à propriedade. Enfim, quase tudo que se usa pouco e tem um custo alto pode ser compartilhado. Assim, não é necessário ser dono de uma casa na praia, de um carro, de uma bicicleta, de um escritório, de uma caixa de ferramentas, de uma bolsa de grife, por exemplo, para usá-lo.

É um fenômeno que promete impactar indústrias como a das montadoras, dos hotéis, do comércio e da cultura. Ao longo do último século, principalmente após a Segunda Guerra Mundial, o mundo viveu um período de estímulo ao consumo, que levou a uma grande geração de resíduos, muito desperdício e escassez de recursos naturais. “O hiperconsumismo do século 20, aos poucos, está dando lugar a um consumo compartilhado e mais consciente no século 21”, disse Lisa Gansky, autora de Mesh, Porque o futuro dos negócios é compartilhar, em entrevista à DINHEIRO. Para Lisa e outros estudiosos, o planeta passa por um período de transição rumo a uma “nova economia” que floresce graças às conexões permitidas pelas redes sociais e os aparelhos móveis.

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Guilherme Brammer, fundador do Descola aí.

“As novas tecnologias permitem a troca e o compartilhamento de bens e serviços de formas e em escala que nunca foram possíveis antes”, afirma Rachel Botsman, coautora de O que é meu é seu. A Airbnb, por exemplo, construiu uma plataforma online, integrada ao Facebook, em que reservar um quarto na casa de um completo estranho em mais de 19 mil cidades espalhadas por quase 200 países é tão fácil quanto encontrar um quarto em um grande hotel. As reservas podem ser feitas pela web ou por aplicativos para iPhone e Android. A crise financeira mundial de 2008 também está na gênese desse movimento. “A recessão fez com que milhões de consumidores repensassem a sua relação com o valor das coisas”, diz Lisa.

E os benefícios são reais. Se, por um lado, passa-se a fazer dinheiro com coisas que  só serviam para juntar pó, por outro, pode-se resolver problemas gerados pelos excessos individuais. Caso do trânsito caótico nos grandes centros urbanos, bem como dos veículos parados por toda parte. Foi justamente ao observar isso que o californiano Shelby Clark resolveu criar o RelayRides, em 2010. A empresa, que tem o Google entre os investidores, permite às pessoas alugar seu próprio carro, umas para as outras, em períodos ociosos. Um automóvel médio consome cerca de 18% da renda de um americano. No entanto, fica parado 22 horas, em média, por dia. No Brasil, a Zazcar oferece veículos próprios para serem compartilhados, em São Paulo, desde 2009.

A mais bem-sucedida empresa desse setor, a americana Zipcar serviu de inspiração para montadoras, nos EUA, na Europa e na Ásia. Com a crise batendo à porta, elas não pensaram duas vezes em abraçar a tendência para estimular a demanda e o uso de carros novos. BMW, Ford, Peugeot, Mercedes-Benz, Toyota, Daimler e Audi oferecem serviços de compartilhamento de carros e caronas. “É um grande negócio para formar um novo vínculo com os clientes”, afirma Nadège Faul, porta-voz da Peugeot. Já William Clay Ford Jr., bisneto de Henry Ford e presidente do conselho da Ford, é fã de carteirinha do compartilhamento. “Esta é uma chance para participarmos das mudanças relacionadas à posse de um carro”, afirma.

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Compartilhar um carro, dizem os especialistas da consultoria Frost & Sullivan, pode ser mais econômico do que manter um veículo próprio, além de bem mais simples. Afinal, você não precisa se preocupar em pagar seguro, impostos e revisão. Nos últimos anos, além de grandes empresas, várias start-ups surgiram ao redor do mundo replicando o modelo da Airbnb em diversas áreas (conheça alguns exemplos no quadro ao final da reportagem). “Apenas começamos a tocar a superfície desse negócio”, diz Chesky, da Airbnb. A sociedade passa pelo começo do processo de tornar o compartilhamento tão prático e simples quanto comprar algo.

“Mais e mais pessoas vão deixar de querer ter coisas não essenciais só para elas, na medida em que o compartilhamento evoluir, se tornando mais conveniente”, diz Guilherme Brammer, fundador do DescolaAÍ, que permite o aluguel de barracas de camping e bicicletas, entre outros itens. Aos poucos, a economia do compartilhamento está se tornando um negócio bilionário e em escala planetária. A Frost & Sullivan prevê que o compartilhamento de carros vai se tornar, até 2016, um negócio de US$ 6 bilhões. E não faltam investidores dispostos a financiar essa nova economia de olho, é claro, no lucro futuro. No ano passado, a Airbnb levantou US$ 129 milhões, entre os principais investidores do mundo, como o pai do Netscape, Marc Andreensen, o criador do Linkedin, Reid Hoffman, e até o ator Ashton Kutcher.

É fácil entender tanto interesse. Apenas no ano passado, as transações realizadas no site movimentaram mais de US$ 500 milhões, contra um décimo desse valor, em 2010. “O céu é o limite para a Airbnb”, declarou Hoffman, do Linkedin. Na lista de prioridades de Chesky para 2012 está a expansão internacional. E o Brasil é fundamental nessa estratégia. “Provavelmente, o Brasil será um dos nossos cinco maiores mercados no futuro”, diz Chesky, que planeja abrir um escritório no País ainda neste semestre. Atualmente, ele está selecionando o gerente-geral da operação. Mais uma boa notícia para quem se entusiasmou com a possibilidade de fazer um dinheirinho com aquelas tranqueiras esquecidas no armário.

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Matéria de 16 de março de 2012 publicada na Istoé DINHEIRO por @brunogalo