Garoto prodígio

12 11 2010

Conheça Ronaldo Lemos, o jovem advogado que faz a cabeça de empresas como a Fiat quando o assunto é direito autoral na web

Ele tem apenas 33 anos e o corpo meio franzino. Mineiro de Araguari, Ronaldo Lemos não é um rosto conhecido do grande público. Discreto, ele é uma das maiores autoridades mundiais em direito autoral e em novos modelos de negócios na era digital. Assuntos que vêm mobilizando governos e tirando o sono de presidentes e acionistas das maiores editoras de livros, gravadoras e estúdios de cinema.

E não é exagero: o futuro jurídico da web brasileira passa por este jovem advogado. Lemos está diretamente envolvido na gestação do Marco Civil da internet brasileira, a primeira legislação do País que vai estabelecer os direitos e deveres da sociedade, empresas e governos na rede.

Ele foi ainda o responsável por trazer para o País as licenças Creative Commons, uma forma mais flexível de licenciar livros, músicas e filmes do que o direito autoral tradicional. Com ela, é o autor quem escolhe quais direitos quer preservar e permite que outros misturem, adaptem e criem trabalhos derivados de outras obras.

O músico e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil está entre os artistas que já licenciaram sua obra no formato. E não é só na área artística que o Creative Commons se faz presente. A Fiat está tocando no Brasil o projeto do Fiat Mio que a montadora apresenta como “o primeiro carro do mundo criado pelos e para os usuários”.

“A batalha contra a pirataria online não vai ser resolvida apenas no campo jurídico, mas também na busca de novos modelos de negócio”, afirma Ronaldo Lemos. Não se trata apenas de discurso. Ele é coautor do livro Tecnobrega: o Pará Reinventando o Negócio da Música (Editora Aeroplano), em que mostra como estratégias criativas podem ser uma solução para a indústria de entretenimento.

Em Belém, sem grandes recursos, a cena tecnobrega desenvolveu uma lucrativa rede de produção e distribuição de música independente, que faz uso até de camelôs para vender seus CDs. A Banda Calypso, uma das mais populares do Brasil, surgida em 1999, é um exemplo deste fenômeno. Sua principal fonte de renda são as apresentações ao vivo e não a venda dos CDs.

Exemplo semelhante, Lemos encontrou na Nigéria, em que 1,2 mil filmes são produzidos por ano de forma independente, mais do que em Hollywood, nos EUA, e em Bollywood, na Índia. “Essas indústrias tratam o direito autoral de uma forma muito mais aberta e flexível do que os modelos tradicionais”, diz Lemos. “Para eles, quanto mais você divulgar o seu produto, maior a chance de você ganhar dinheiro.” É apenas um pouco do que Lemos tem a ensinar ao mercado. E é bom a “velha” indústria prestar atenção no que ele tem a dizer.

Matéria publicada por@brunogalo na revista ISTOÉ Dinheiro em 22 de fevereiro de 2010

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O que ele quer é questionar

4 06 2010

O Google está nos tornando estúpidos? Esta é só uma das provocações deste pensador da era digital que nem Twitter usa

Nicholas Carr, de 50 anos, é um provocador. Um iconoclasta, para a revista inglesa The Economist. Articulado, convincente, preciso nos argumentos e competente na forma. Não raro é cético, por vezes brilhante, frequentemente polêmico. Enfim, um provocador lúcido e cativante. Duvida?

TI não importa e O Google está nos tornando estúpidos? são os mais famosos artigos deste jornalista americano. Ambos, cada um a seu tempo, foram assunto obrigatório da imprensa mundial e, é claro, de todos que se interessam por tecnologia e pelas mudanças provocadas por ela. Cinco anos separam os dois textos.

O primeiro, de 2003, foi publicado na Harvard Business Review (em que Carr era editor) e deu origem a um livro no ano seguinte, que só agora chega ao Brasil. Será que TI é Tudo? (Editora Gente) levou executivos de todo o mundo a discutir a real importância dos computadores e da tecnologia da informação (TI) nos negócios.

O segundo, publicado na tradicional Atlantic Monthly, também vai virar livro. O aguardado The Shallows: What the Internet Is Doing to Our Brains (‘Os Superficiais: O que a internet está fazendo com os nossos cérebros’, em inglês), a ser lançado no ano que vem. “Não penso mais do jeito que costumava pensar”, escreveu, no artigo.

Para Carr, a internet e o Google, em especial, estão remodelando o nosso cérebro de forma a torná-lo mais eficiente em buscar informação. Ao mesmo tempo, contudo, estamos perdendo a habilidade de contemplação, reflexão, concentração. Uma perda ruim para cada um de nós e para todos nós, como sociedade, segundo ele.

“A informação não é um fim em si. O sentido, o significado que damos a ela é que realmente importa”, disse Carr ao Link, em entrevista, por telefone, na semana passada, antes de aterrissar em São Paulo para uma palestra, nesta terça-feira (1) no evento empresarial Expomanagement 2009, da HSM.

“Os meios de comunicação que usamos ao longo do tempo nos tornaram o que somos hoje. Os livros, por exemplo, nos obrigam a nos concentrar”, observa Carr. Para ele, o Google sacrifica tudo isso ao nos oferecer uma abundância de informações, relevantes ou não, com a qual temos dificuldade de lidar.

Com a internet se tornando nosso principal meio de comunicação, Carr defende que precisamos pensar nas consequências dessa mudança, o que perdemos e sacrificamos neste processo. Não por acaso, ele é um dos raros pensadores da era digital que não está no queridinho do momento, o Twitter. “Ainda que ele faça sucesso com tantas pessoas. Não estou certo do quão útil ele me pode ser”, disse Carr que, no entanto, mantêm há anos um concorrido blog, o Rough Type. Não pense, portanto, que Carr seja uma espécie de neoludita, longe disso.

“A internet traz uma série de benefícios reais que não devem ser desprezados”, apressa-se em afirmar. Questionado sobre o próximo grande avanço que veremos na área tecnológica, ele apontou a integração cada vez maior da rede com todo tipo de produtos e serviços. Nada mais natural. Afinal, no ano passado, ele lançou o livro A Grande Mudança (Editora Landscape), em que defendia que a computação em nuvem está mudando a sociedade e a cultura de forma tão profunda como a energia elétrica o fez nos últimos cem anos. “A computação está virando um serviço, e as equações econômicas que determinam a maneira como vivemos e trabalhamos estão sendo reescritas”, escreveu.

Foi durante a pesquisa para este livro que Carr se interessou em estudar mais profundamente as implicações sociais e culturais que a internet poderia ter em cada um de nós com o passar do tempo. Um dos capítulos mais interessantes – e também divertidos – de A Grande Mudança é o que trata dos profetas da energia elétrica, que faziam toda sorte de previsões mirabolantes.

Ah, sim, Carr não se considera um provocador. “Sou apenas uma pessoa que não foi completamente seduzida pelas novas tecnologias”, defende-se.

DESCRENTE

Pare um pouco e pense. Para que afinal foi criada boa parte das tecnologias em qualquer tempo? Da primeira ferramenta à roda, do carro ao e-mail, do computador pessoal ao celular, todos foram criados para trazer, de um jeito ou de outro, mais conforto e facilidade para o dia a dia. Os seus efeitos a longo prazo, no entanto, costumam fugir das previsões mais otimistas. O e-mail nasceu para substituir as cartas, seria muito mais prático e rápido. E de fato é. Hoje, no entanto, muitas pessoas não conseguem desgrudar das suas caixas de entrada de mensagem, estejam elas de folga ou até de férias.

Enfim, os efeitos colaterais, de certa forma são bastante visíveis hoje e estão desassociados dos positivos. Primeiro nas empresas, depois na sociedade e, enfim, na mente de cada um de nós. Nicholas Carr decidiu mostrar que “já tem gente demais fascinada pelas novas tecnologias”. Em 2003, quando escreveu TI não Importa, para a Harvard Businnes Review, a Newsweek o chamou de “o inimigo público N°1 da tecnologia no mundo”. Um exagero. Carr é apenas um cético pensador da era digital em dúvida entre suas vantagens e desvantagens.

Em Será que TI é Tudo? (editora Gente), Carr afirma que “como ocorreu com muitas outras tecnologias largamente adotadas, como ferrovias ou energia elétrica, a tecnologia da informação se transformou em commodity. Com seus preços acessíveis a cada um, essa tecnologia não tem mais valor estratégico a qualquer empresa ou usuário”.

Depois, em A Grande Mudança (editora Landscape), ele fazia um paralelo entre a ascensão da energia elétrica barata, que provocou uma reação em cadeia de transformações econômicas e sociais que gerou o mundo moderno, e da computação em nuvem, que, segundo ele, vai mudar a sociedade de forma igualmente profunda. No livro, ele tenta ponderar sobre os seus possíveis benefícios e efeitos colaterais também.

Enfim, em The Shallows (ainda inédito), ele expande seu artigo O Google está nos tornando estúpidos para, segundo ele, explicar como a internet redistribui os nossos caminhos neurais, substituindo a mente sutil do leitor do livro pela mente do observador distraído das telas. Para isso, ele promete misturar ideias da filosofia, da neurociência e da história.

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Perfil publicado por @brunogalo no caderno Link do Estadão de 30 de novembro de 2009.





Quando uma história é só o começo…

18 01 2010

Com a cultura digital, surge uma nova modalidade de ficção: a ‘narrativa transmídia’

A carinha sorridente amarela respingada com uma gota de sangue é só o ponto de partida. A partir dela, descortina-se não só um universo de super-heróis decadentes e de superpoderes usados como armas militares, como uma série de pequenas histórias paralelas que acontecem independente umas das outras e em formatos diferentes. Juntas, todas essas narrativas contam uma história complexa e multifacetada, que dificilmente teria o mesmo impacto caso contada de forma linear.

Watchmen, a clássica série em quadrinhos cuja aguardada adaptação finalmente chega aos cinemas na próxima sexta-feira, é um dos muitos exemplos de um novo tipo de ficção – a narrativa transmídia. Nem tudo na história original de Alan Moore e Dave Gibbons era contado em forma de quadrinhos – cada episódio terminava com páginas que poderiam trazer um capítulo de um livro fictício, o prontuário médico de um dos personagens, recortes de páginas de jornal.

Mas com a internet e a digitalização das mídias, essa narrativa que acontece em diferentes plataformas aos poucos vem deixando nichos e tomando conta do mercado de entretenimento. Sites, celulares, redes sociais, games, aplicativos e blogs – peças-chave da cultura digital – são hoje responsáveis por expandir universos criados em livros, filmes, histórias em quadrinhos e programas de TV. Mas eles vão além de simplesmente levar uma grife de entretenimento para outras plataformas. Interligando-se com o produto principal, eles criam tramas paralelas e ações fora da internet que expandem ainda mais a história central. Assim, cria-se um novo vínculo com o antigo leitor/espectador/ouvinte, agora convidado a participar da narrativa.

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Matéria de 2 de março de 2009 a seis mãos: @brunogalo@lucpretti e @trabalhosujo





Um novo capítulo na história do livro brasileiro

16 01 2010

Chegada do Kindle, o leitor de e-books da Amazon, ao País inaugura oficialmente a era digital para o nosso mercado, que já convive com a pirataria online, mas só lê livros eletrônicos na tela do computador. O novo aparelho irá mudar antigos hábitos de leitura ou o livro de papel terá uma sobrevida maior do que imaginamos?

Enfim, o Kindle chegou ao Brasil. E como seu nome parece insinua (algo como “por fogo”, em inglês), ele de fato acendeu as discussões em torno do futuro dos livros na era digital por aqui – e, a bem da verdade, em todo o mundo. Ninguém discute que o e-book veio para ficar, no entanto, essa é uma frágil certeza cercada por um mar de dúvidas.

A primeira não é nem de longe a mais importante: quando a versão eletrônica vai suplantar o bom e velho livro de papel? Uma pesquisa realizada pela organização da 61ª Feira do Livro de Frankfurt, a maior e mais importante do setor no mundo, entre jornalistas, escritores, editores e livreiros, revelou que 50% deles acredita que será em 2018. Não é de se surpreender essa divisão.

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Matéria de 2 de novembro de 2009 a seis mãos: @brunogalo@filipeserrano e @joauricchio





A geração que desenha nosso futuro

15 01 2010

Meio sem querer, com naturalidade e de maneira silenciosa, crianças nascidas na era digital prometem mudar tudo

Se desde que o mundo é mundo há pais e filhos, neste momento particular, a era digital sobrepôs a essa estrutura uma outra divisão: nativos e imigrantes. Nativos digitais são aqueles que nasceram quando já existia computador, ou seja, a partir da década de 1980. Imigrantes digitais têm mais de 30 anos e se lembram de seu primeiro PC.

Enquanto os imigrantes, ou grosso modo, os pais, não estão muito familiarizados com o ambiente da web, os nativos, ou os filhos, estão no centro daquilo que promete ser uma radical mudança de comportamento. Os nativos digitais prometem uma reorganização na maneira como trabalhamos e até na alteração de conceitos cristalizados, como o do direito autoral.

“Essa geração está desenvolvendo novas formas de pensar, interagir, trabalhar e se socializar”, escreve o pesquisador Don Tapscott, em Grown Up Digital (Crescidos digitais, em inglês), ainda inédito no Brasil. O mais curioso? Eles fazem tudo isso meio sem perceber.

Se a contracultura dos anos 60 foi criação consciente dos jovens que queriam romper com o passado, as crianças digitais operam uma revolução que é silenciosa. Afinal, elas só estão agindo naturalmente.

“Os nativos digitais são aqueles que já nasceram acostumados à cultura da internet. Acostumadas ao compartilhamento de arquivos, as crianças querem espalhar aquilo com o que elas se importam, o que não raro esbarra em noções anteriores a elas, como o copyright”, explica Urs Gasser, autor do livro Born Digital (Nascidos Digitais) e professor do centro de Internet e Sociedade de Harvard. Essa relação tão próxima à tecnologia, segundo ele, afetará questões como segurança, propriedade intelectual, comunicação e aprendizado.

Para a pesquisadora Lúcia Santaella, a mudança começou lá atrás, na década de 1980, quando tecnologias como videocassete, fotocopiadora e controle remoto nos prepararam para deixar a condição de consumidores passivos e exigir produtos personalizados. “Essas tecnologias permitiram que buscássemos o tipo de informação e de entretenimento que se enquadra com nosso perfil. Não passamos direto para a cultura digital”. O ápice disso viria com a internet.

Com o crescimento demográfico, os nativos digitais deverão ser 80% da população economicamente ativa em 2020, de acordo com Don Tapscott. Não é exagero, portanto, dizer que essa geração que já nasceu familiarizada com o ciberespaço moldará a sociedade do futuro. “Quem fará as leis de amanhã são justamente as crianças que hoje baixam conteúdo”, defende Gasser, que vê na ascensão dos Partidos Piratas na Europa o começo dessa renovação, que não deve ficar só na legislação.

Segundo o Ibope, 29% dos brasileiros urbanos entre 10 e 17 anos preferem conversar pela internet. Para 45% deles, Orkut e Facebook são parte da rotina. “A tecnologia não é só parte do cotidiano, mas integra a biologia dos jovens. Isso parece explicar porque eles já nascem sabendo manipular e viver com essas máquinas que estão ficando cada vez mais sutis”, finaliza Santaella.

Para ele, tecnologia é natural
O menino Luca Albano, de 10 anos, pode ser considerado nativo digital não só pela data em que nasceu, mas pela naturalidade que demonstra ao falar sobre tecnologia e ao usá-la. Apesar de ter começado a desenhar usando papel, hoje o menino (cujos pais trabalham como ilustrador e fotógrafa) usa um software – que ele aprendeu a usar sozinho – para produzir animações, desenhadas quadro a quadro. Depois de prontos, ele publica os trabalhos em seu canal no YouTube e em seu blog. Luca diz que já perdeu a conta de quantos vídeos fez. Além dos desenhos animados, que geralmente têm como temas os gêneros aventura e ficção científica (o último, preferido, inspirou o desenho abaixo), ele faz montagens com fotos que acha na internet e baixa músicas para sonorizar e produzir suas próprias versões dos clipes das músicas de que gosta.

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A geração que desenha nosso futuro
O futuro que os pequenos desenham hoje
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Matéria de 12 de outubro de 2009 a seis mãos: @ana_freitas, @brunogalo e @rafael_cabral





A primeira década da era digital

15 01 2010

‘Matrix’ e outros marcos de 1999, que apenas hoje podem ser plenamente compreendidos

Há exatos dez anos fomos desafiados com o seguinte dilema: continuar vivendo do mesmo jeito ou enxergar as coisas que começavam a emergir? Lançado em 31 de março de 1999, o filme Matrix não apenas mostrou a saga de autoconhecimento de um hacker em uma nova realidade como abriu os olhos de milhões de pessoas para a cibercultura – que até então despontava em nichos e hoje é onipresente.

Os carros não voam, os robôs ainda não pensam como nós e o espaço segue inabitado por humanos, mas o “futuro” já chegou e o ritmo das transformações é intenso o suficiente para que não nos surpreendamos com o teor de ficção científica em nosso dia a dia. Em 1999 a rede vivia um período de efervescência pré-bolha e além de Matrix uma série de marcos (veja nesta página e na L5) impulsionou a ainda embrionária cultura digital, revelando o poder da organização em rede e dando início a mudanças que só podem ser plenamente compreendidas hoje.

A eleição de Barack Obama, a produção de conteúdo colaborativo, a febre das redes sociais, equipamentos portáteis cada vez mais poderosos, a troca de arquivos P2P, filmes e programas de TV que se desdobram online como Lost, a revolução da computação em nuvem, a ascensão da internet móvel e a distribuição digital são eventos recentes que, de uma forma ou de outra, têm em sua gênese aquele ano no final do século passado.

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Matéria de 30 de março de 2009 a quatro mãos: @brunogalo e @jurocha





O cinema contra-ataca

14 01 2010

3D, downloads pagos, HD, divulgação na web, Imax: o império reage

“Há muito, muito tempo atrás…” assistir a um filme era sinônimo de ir ao cinema. Hoje os tempos são outros, e os filmes estão onde você quiser.

Qualquer micro faz a gravação de um DVD, a internet permite o acesso gratuito e imediato – ainda que de forma ilegal – aos últimos lançamentos e os cinemas há anos perdem público. O modelo de negócios dos estúdios virou de ponta-cabeça e a força mudou de mãos: agora são os sedentos consumidores conectados que comandam.

Mas o império prepara a sua reação: mais de 20 filmes devem ser lançados em 3D apenas neste ano que começa. A famosa sala Imax – com sua tela 3D gigante, em que a imagem parece saltar em direção à plateia – deve chegar a São Paulo ainda neste mês.

Na prática o que se vê é o cinema lutando para oferecer ao público a certeza de uma experiência impossível de ser reproduzida em outro lugar. Claro que os estúdios não amoleceram a briga contra os piratas, mas já perceberam na rede uma possível aliada (começou a era dos downloads pagos).

Muita coisa mudou e ainda vai mudar! Mas onde tudo isso vai dar? O Link aponta o caminho em uma reportagem especial sobre o fim do cinema – como o conhecemos – e o futuro dos filmes na era digital.

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Matéria de 5 de janeiro de 2009 a quatro mãos: @brunogalo@lucpretti