“O livro de papel nada mais é do que tinta sobre árvore morta. Chamar isso de tecnologia é um insulto para mim”

7 08 2010

Resposta instantânea com o brasileiro Jean Paul Jacob, pesquisador emérito da IBM, que vai participar do Fórum do Livro Digital que integra a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Quais são as suas previsões para o futuro do livro?
O livro de papel nada mais é do que tinta sobre árvore morta. Adoro ler, mas chamar isso de tecnologia é um insulto para mim. Para começar, acredito que a tecnologia digital possa acabar com as desvantagens do livro tradicional, como portabilidade e tamanho de letras, entre outras coisas.

Mas o livro digital será apenas uma cópia fiel do livro de papel?
No começo, acredito que sim. Mas já há algumas experiências para mudar isso, com o uso de vídeos, games, etc. Quando surgiu a televisão, ela era apenas um rádio com imagens. Com o tempo, houve uma reinvenção da linguagem da tevê. Com o livro vai acontecer a mesma coisa.

E isso seria um livro ainda?
As pessoas mais velhas, inclusive eu, têm um apego sentimental muito grande aos formatos. A maior parte dos jovens não tem ou terá esse apego. O futuro da cultura é digital e sob demanda. Costumamos manter os nomes antigos, mesmo quando as coisas mudam muito, pelo menos por certo tempo, justamente por esse lado emocional.

Leia também aqui.

Entrevista publicada por @brunogalo na revista ISTOÉ Dinheiro de 6 de agosto de 2010


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